Recorde de casos em SP a poucos dias da Copa é destaque no exterior

Vários jornais e portais de notícias de todo o mundo destacaram a epidemia da doença que vive a maior cidade do país

iG Minas Gerais | Da redação |

De acordo a agência EFE, na pior das hipóteses, cem dos 600 mil turistas que vão vir ao Brasil devem ser infectados com o vírus da dengue
fotos públicas/divulgação
De acordo a agência EFE, na pior das hipóteses, cem dos 600 mil turistas que vão vir ao Brasil devem ser infectados com o vírus da dengue

Às vésperas da Copa do Mundo, a notícia de que o número de casos de dengue registrados em São Paulo superou o recorde da própria cidade gerou preocupação no exterior. Vários jornais e portais de notícias de todo o mundo destacaram a epidemia da doença que vive a maior cidade do país. Em cinco meses, o número de infectados passou de 6.000, superando a marca de 2010, quando pouco mais de 5.800 pessoas tiveram a doença, durante todo o ano.

A agência de notícias espanhola EFE destacou que a capital paulista vai sediar seis partidas da Copa do Mundo que se aproxima e que o alto número de casos nesse início do ano assusta não só a população local, mas também os turistas com viagem marcada para a cidade. Ainda de acordo com a publicação, o Ministério da Saúde brasileiro calcula que, na pior das hipóteses, cem dos 600 mil turistas que vão vir ao Brasil devem ser infectados.

Assim como a agência EFE, a versão mexicana da rede de notícias CNN, dos Estados Unidos, chama atenção para o recorde de casos em São Paulo, mas informa também que o governo paulista descarta um surto da doença durante o maior evento de futebol do mundo. A notícia também foi repercutida pelo diário britânico "The Guardian" e pelo "El País", do Uruguai.

Recentemente, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, declarou que o número de infectados durante a Copa deve, de fato, ser pequeno, uma vez que os maiores índices de dengue são registrados durante o verão. Porém, um estudo publicado na semana passada pela revista "The Lancet Infectious Diseases" aponta que os riscos são maiores em Fortaleza, Natal e Recife.

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