Aécio lamenta saída e diz que Barbosa fez "muito bem à Justiça"

"É um homem que o Brasil aprendeu a respeitar; íntegro, honrado e que fez muito bem para a Justiça brasileira", afirmou o senador tucano

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

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O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), lamentou na tarde desta quinta-feira (29) a saída do ministro Joaquim Barbosa do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo o tucano, Barbosa fez "muito bem à Justiça" do Brasil.

Atual presidente da corte, Barbosa ganhou notoriedade nacional ao conduzir o julgamento do mensalão, que levou à cadeia ex-dirigentes do PT, integrantes do governo Lula e de siglas como o PR.

"É um homem que o Brasil aprendeu a respeitar. Íntegro, honrado e que fez muito bem para a Justiça brasileira", afirmou. A saída de Barbosa foi anunciada nesta manhã pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.

APARECIDA

Aécio falou sobre o assunto durante visita ao arcebispo de Aparecida (SP), dom Raimundo Damasceno, que é presidente da CNBB, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil. O tucano se reuniu com Damasceno por cerca de meia hora e depois visitou, ao lado do arcebispo, a Basílica de Aparecida.

No local, ficou de joelhos por alguns minutos diante da imagem da padroeira do Brasil e disse ter se emocionado com a visita. "Estive aqui com o meu avô, em 1984", justificou.

O senador disse ser católico e tratou a visita como "pessoal". Ele saudou a iniciativa da CNBB de pregar um projeto de iniciativa popular para a reforma política e afirmou ter assegurado a Damasceno que "pontos convergentes" entre a proposta da Igreja e a de seu partido serão debatidos.

Na última eleição presidencial, a inserção de temas religiosos levou a uma radicalização do debate de temas como o aborto. Apesar do aceno à Igreja, Aécio disse não acreditar que isso se repita este ano. "Todas as propostas da Igreja Católica e demais entidades que representam um segmento da sociedade devem ser recebidas com muita humildade pelos candidatos", disse.

O senador disse ter uma relação de longa data com a Igreja e citou o papa Francisco como um dos incentivadores da participação de "cristãos" na política. "O papa Francisco falou do exercício da política como uma forma sublime, foi essa a palavra que ele usou, de servir às pessoas", disse.

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