Adolescente morre baleado e amigos dizem que foi disparo acidental

Pessoas que estavam casa afirmam que o menor estaria girando o revólver no dedo quando acabou baleado; caso será investigado

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Um adolescente de 17 anos morreu na noite de quarta-feira (28) em Manhuaçu, na Zona da Mata, após supostamente efetuar um disparo acidental enquanto rodava um revólver em seu dedo na casa de um amigo. Por esta ser a versão das pessoas que estavam na casa, a polícia ainda investiga se a morte realmente foi acidental. 

Segundo a Polícia Militar (PM) do município, Mateus Buenos Aires deu entrada no Pronto Socorro da cidade por volta das 18h30. Por ter sido atingido no tórax, o menor acabou não resistindo e faleceu cerca de 40 minutos depois. 

Durante as apurações do crime, os militares foram até a casa onde o caso aconteceu e conversou com uma mulher de 26 anos. Ela relatou que estava no sofá e seu companheiro, Jefferson Vicente de Lima, de 18 anos, estava no banheiro. Na cozinha da casa estavam o adolescente e um amigo, Bruno Cesáreo Prata, de 19.

De repente, a mulher alega ter ouvido um estampido e, ao chegar no local, viu Mateus caído no chão. Rapidamente Prata e Lima levaram o adolescente para a rua e conseguiram uma carona para socorrê-lo. Ainda de acordo com a testemunha, ela não sabia da presença da arma na casa e limpou a cena do crime por conta do seu filho pequeno que estava na casa. 

Em contato com os dois amigos do adolescente, os militares foram informados que todos já estavam na casa quando o Mateus chegou com a arma na cintura. Enquanto Lima estava no banheiro, a vítima teria começado a rodar o revólver no dedo, momento em que acabou disparando acidentalmente. 

Após perceber o que havia ocorrido, Prata teria entregue à arma ao dono da casa, que no momento de desespero acabou a escondendo em um lote vago antes de socorrer a vítima. A PM apreendeu um revólver calibre 32 com cinco munições, sendo uma delas deflagrada. 

A mãe de Mateus teria informado à polícia que recentemente ele teria tido um problema com Lima. Com isso, um perito da Polícia Civil compareceu ao local e fez exames em todos os presentes na casa, para verificar se não há resquícios de pólvora. Foi instaurado um inquérito para investigar o crime. 

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