Servidores em greve ameaçam se juntar a movimentos anti-copa

Anúncio foi feito nesta quinta-feira (29) durante assembleia que fecha avenida Afonso Pena; categoria decidiu manter a greve

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Os servidores municipais da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decidiram em assembleia na manhã desta quinta-feira (29), pela manutenção da greve. A categoria está reunida na avenida Afonso Pena, em frente a sede da PBH.

Os manifestantes pretendem aumentar a adesão do movimento e anunciaram que se o prefeito Marcio Lacerda não aceitar as reivindicações até a Copa do Mundo, a categoria irá se juntar aos movimentos anti-Copa.

O trânsito está impedido na avenida, no sentido Mangabeiras e a retenção chega a rua dos Caetés, segundo a assessoria da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).

A reivindicação dos servidores é de reajuste salarial de 15% e aumento do vale-alimentação de R$ 17 para R$ 28. A última proposta apresentada pela prefeitura foi de 7% de reajuste salarial, a ser pago em duas etapas, uma de 3,5% na folhas de julho e outra de igual valor em novembro deste ano. A proposta da prefeitura também prevê aumento do vale-alimentação de R$ 17 para R$ 18,50, um reajuste de 8,82%.

Nessa quarta-feira (28), os garis deixaram a greve após reunião entre representantes do sindicato e a prefeitura, onde ficou acordado que uma comissão será criada para averiguar as necessidades da categoria e que os locais de trabalho dos funcionários devem ser vistoriados.

Os caixas escolares também decidiram nessa quarta deixar a greve após negociação com a Secretaria Municipal de Educação. Foi feita a promessa de reajuste no valor do vale alimentação e abono das faltas, por motivo de greve.

Nesta sexta-feira (30), de acordo com o Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindbel), os servidores farão uma assembleia na praça da Estação para debater a liminar que obriga 70% dos fucnionários de Unidades de Pronto-Atendimento (Upas), do Hospital Municipal Odilon Behrens e dos Centros de Referência em Saúde Mental – CERSAMs e 50% dos funcionários dos centros de saúde, já que a medida enfraquece o movimento.

A greve dos 18 mil servidores já completa 23 dias. Até o momento, a PBH não manifestou relação a continuação da greve.

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