Vacina é arma contra doenças que podem chegar com a Copa

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iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

São Paulo. A chegada da Copa do Mundo traz uma nova preocupação para os especialistas de saúde: a importação de vírus e bactérias ao Brasil. Algumas dessas doenças, como o sarampo, já estão em situação de controle. Mas, para que novos surtos não ocorram, é necessário que brasileiros e turistas que vão desembarcar no país estejam com o cartão de vacinação em dia. E a hora é agora, uma vez que as vacinas levam, em média, 15 dias para começar a proteger.  

Para quem mora no Brasil, as principais preocupações são os vírus do sarampo, da poliomielite, da meningite e o chikungunya (transmitido por mosquitos Aedes aegypti, o mesmo da dengue, e Aedes albopictus).

“A Europa tem um cenário de descontrole do sarampo, enquanto nós temos uma situação muito bem controlada. Turistas de países como França, Espanha e Portugal podem ser portadores do vírus para nós”, alerta o médico Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Com relação à meningite, a preocupação está relacionada a tipos diferentes do que costumamos ter aqui. “No Brasil, circula principalmente o meningococo C. Estamos suscetíveis a todos os outros tipos de meningococos”, comenta o médico. Já a poliomielite é considerada erradicada no Brasil, mas ainda provoca diversos surtos na África e na Ásia.

O chikungunya, assim como a dengue, pode causar uma febre hemorrágica. Ele está muito incidente na região do Caribe e na Ásia atualmente.

Prevenção. Sarampo, poliomielite e meningite são prevenidas com vacinas. “Foi-se o tempo em que vacina era coisa para criança. Embora o Brasil seja referência no controle de muitas doenças e nosso programa de imunizações de crianças já esteja muito próximo do que a SBIm recomenda, é preciso reforçar a importância da imunização em todas as fases da vida, sobretudo entre a população adulta”, ressalta Kfouri.

Quem não se lembra se tomou as vacinas recomendadas (veja infografia) deve recomeçar tudo. “Não há problema se a pessoa tomar de novo uma vacina. Não existe algo como uma ‘sobredose’ de vacinas”, garante o presidente da SBIm. Ele afirma também que as vacinas não têm contraindicação, exceto quando a pessoa está com uma infecção que gerou febre.

Gripe e pneumonia. O vírus da gripe também está na lista de alerta dos especialistas, uma vez que as cepas que circulam no hemisfério Norte são diferentes das no hemisfério Sul. Além disso, a Copa será realizada no inverno, época em que a incidência da doença é maior.

Uma gripe malcurada pode evoluir para outras doenças. A mais grave é a pneumonia. Daí a importância da vacinação contra a gripe.

Desde maio do ano passado, a SBIm recomenda também a vacina contra a pneumonia para pessoas com mais de 50 anos e para quem sofre de alguma doença crônica – a recomendação para crianças já existia. Essa vacina ainda não está disponível na rede pública de saúde, mas há na rede particular a um custo médio de R$ 250 a dose.

A repórter viajou a convite da Pfizer.

Informações

Guia. A SBIm disponibiliza gratuitamente em seu site (www.sbim.org.br) guias de vacinação, além de guias para viajantes brasileiros que vão para fora e para estrangeiros que vêm para cá.

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