Nelson Hungria não vai fazer esquema especial para Valério

Operador do mensalão deixa a Papuda, em Brasília, e é recebido em penitenciária de Contagem

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Pedido. A defesa do publicitário solicitou a transferência para Minas Gerais, onde a família dele mora
UARLEN VALERIO / O TEMPO
Pedido. A defesa do publicitário solicitou a transferência para Minas Gerais, onde a família dele mora

Apesar do alerta dado pela Justiça sobre a possibilidade de existir um plano para extorquir o publicitário Marcos Valério na cadeia, a Penitenciária Nelson Hungria não fará, pelo menos por enquanto, nenhum esquema especial de segurança para abrigar o operador do mensalão na unidade. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o presídio “seguirá sua rotina”, mesmo após a chegada dele nessa quarta a Contagem, na região metropolitana da capital.  

A transferência de Valério para Minas acontece uma semana após o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, determinar sua saída da Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal. Ele chegou ao aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, por volta das 7h e, apesar de estar escoltado por policiais, não usava algemas. De lá, seguiu em voo comercial até o Aeroporto Tancredo Neves, em Confins, onde desembarcou às 10h.

Ele foi recebido pelo Comando de Operações Especiais (Cope) ainda no pátio do aeroporto e, já algemado, seguiu de carro até a sede da Polícia Federal, em Belo Horizonte. No local, segundo a assessoria de comunicação do órgão, ele recebeu documento com a autorização de entrada na Nelson Hungria. Antes de chegar à penitenciária, porém, o condenado passou por exame de corpo de delito, no Instituto Médico-Legal (IML), que durou pouco mais de dez minutos e é praxe para a entrada em uma unidade prisional.

Aparência. Desde quando foi preso, em novembro do ano passado, essa foi a primeira vez que o publicitário foi visto em público. Ele demonstrou abatimento e pareceu mais magro e grisalho.

Ainda usando o uniforme do Presídio da Papuda – blusa e calça brancas –, Valério se manteve tranquilo durante todo o percurso na capital mineira. Ele não quis conversar com a imprensa e, no único momento em que foi abordado por jornalistas, limitou-se a declarar que “condenado não dá entrevistas”.

Nos locais onde foi possível, ele também evitou ser fotografado. Na chegada à Nelson Hungria, de dentro do camburão do Sistema Prisional, ainda algemado, preferiu esconder o rosto.

A transferência de Valério ocorreu de forma diferente da de outros condenados no mensalão que vieram para Minas. As duas mulheres que estão cumprindo pena na capital mineira – Kátia Rabello e Simone Vasconcelos –, por exemplo, foram levadas ao Complexo Penitenciário Estevão Pinto em carros convencionais.

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