Celebração de duas décadas

Paulinho Moska traz o show “Muito Pouco para Todos” a BH em única apresentação hoje à noite no Sesc Palladium

iG Minas Gerais | Carlos Andrei Siquara |

Repertório. Em “Muito Pouco para Todos”, músico enxuga show que deu origem ao DVD e revisita canções que marcaram sua carreira
JORGE BISPO/DIVULGAÇÃO
Repertório. Em “Muito Pouco para Todos”, músico enxuga show que deu origem ao DVD e revisita canções que marcaram sua carreira

Desde 2010, quando lançou o álbum duplo de estúdio “Muito Pouco”, Paulinho Moska conta ter se dedicado aos desdobramentos do disco que no ano passado inspirou a gravação do DVD “Muito Pouco para Todos”. Ele havia rodado o país em turnê durante dois anos até decidir criar o produto audiovisual que inspira o show a ser realizado hoje no Grande Teatro do Sesc Palladium. >A quem já conhece o material, ele avisa: “A apresentação que faremos em Belo Horizonte não é uma repetição daquele show. Quando tive a ideia de gravar o DVD eu me preocupei muito em não apenas fazer um registro da nossa turnê e agora, depois de lançado, a ideia também não é reproduzi-lo no palco”, frisa Paulinho Moska. Mais enxuta, a produção que ele traz tem repertório diferente do espetáculo gravado em vídeo. Mas permanece o tom comemorativo dos seus 20 anos de carreira, celebrados em 2013. “Inclusive a ordem das músicas também não é a mesma. Eu não gosto que as coisas tenham padrões repetitivos. Quando quis fazer o DVD, me preocupei com uma filmagem que fizesse diferença para quem visse o show em casa. Há uma abertura que é bastante teatral e há elementos visuais apenas percebidos por quem está curtindo tudo aquilo pela TV”, acrescenta. Ao lado de Rodrigo Nogueira (guitarras), João Vianna (bateria) e Alexandre Catatau (baixo), o músico interpreta canções que revisitam diferentes momentos da carreira. O público pode esperar alguns hits como “A Seta e O Alvo”, “Pensando em Você”, “O Último Dia”, entre outras composições pinçadas por Moska pela relação afetiva que tem com elas. “‘O Último Dia’ eu reservo mais para o final porque é uma maneira de terminar o show, depois de passar por muitas outras músicas que falam de amor e renovação, com uma espécie de pergunta. Acho interessante que a pessoa saia do teatro com esse questionamento: o que ela faria se tivesse apenas um dia antes do mundo acabar? Que tipo de regra que a impede de ser feliz ela iria quebrar? Essa é uma forma de pensarmos no que impede que sejamos felizes hoje”, observa o artista.</CW> Bastante ligado na cena contemporânea da música latina produzida em países vizinhos, Moska diz que parte desse seu interesse particular também vai estar representado no palco. “Nós tocamos a canção ‘A Idade do Céu’, que é uma versão de uma composição do (uruguaio) Jorge Drexler. No DVD, há outras do (argentino) Kevin Johansen, que é um amigo e já fizemos várias parcerias, mas como elas são músicas mais lentas eu resolvi deixar de fora dessa apresentação que tem uma veia mais rock”, diz. Enquanto ainda segue em circulação com esse projeto, o músico afirma que em breve vai apresentar algumas novidades. Uma delas é um disco com um artista argentino que ainda não pode divulgar o nome. “Essa proposta já está bastante avançada e em breve devo divulgar mais informações. Algo que também venho desenhando é o lançamento de um álbum de inéditas em 2015. Durante a turnê eu já comecei a guardar canções novas que surgiram, mas a ideia é, até lá, continuar com esse espetáculo”. Além disso, Moska frisa que ainda divide o tempo com outras atividades, como o programa “Zoombido”, exibido no Canal Brasil, entre outras iniciativas em áreas diversas, a exemplo da fotografia. Para ele, estar em constante movimento é o que alimenta sua criatividade. “Apesar de o meu último álbum de estúdio ter sido ‘Muito Pouco’, isso não significa que desde então houve uma pausa. Eu noto que, às vezes, um fim leva a outro recomeço. Minha carreira inteira é marcada por essa dinâmica”, reforça. De acordo com ele, em comum em tudo que faz está o desejo de se comunicar. “Eu busco essa coerência no que faço. Se estou fazendo algo conectado ao teatro, à música ou às artes visuais, é porque quero dialogar com o público”, conclui.  Agenda O quê. Show de Paulinho Moska Quando. Hoje, às 21h Onde. Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, centro) Quanto. De R$ 15 a R$ 40

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