Desemprego aumenta em BH

Taxa na capital subiu para 8,7% em abril na regiaõ metropolitana; em março índice foi de 8,3%

iG Minas Gerais |

A taxa de desemprego subiu para 8,7% em abril na região metropolitana de Belo Horizonte, em comparação com os 8,3% registrados em março. Os dados são de pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP), Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), Dieese e Fundação Seade. A alta significa que 8.000 novos trabalhadores passaram a integrar o grupo de desocupados na região, devido à redução do contingente de ocupados e de pessoas que participam do mercado de trabalho.

“Isso é consequência da desaceleração do crescimento econômico no primeiro trimestre do ano. A geração de postos de trabalho está pior do que em 2013, a expectativa de crescimento é baixa e as taxas de juros estão cada vez mais altas”, diz o coordenador técnico da pesquisa, Plínio Campos, da FJP.

Com a falta de ofertas de emprego, houve um acréscimo de 15 mil autônomos no mercado de trabalho no mês. “Sem acesso à ocupação desejada, o pessoal passa a trabalhar por conta própria na tentativa de manter a renda”, completa Campos. Entre os setores pesquisados, o de comércio e reparação de veículos registrou a maior redução no número de ocupações em abril, de 2,5%, seguido do de construção (-2,4%) e de serviços (-2,2%). Já na indústria de transformação, foram criadas 16 mil vagas. Segundo Campos, isso está ligado à necessidade de reposição dos estoques vendidos no final do ano, além da produção do que será vendido nas próximas datas comemorativas, como Dia dos Namorados, dos Pais e das Crianças.

A expectativa para o restante do ano é, de acordo com o coordenador, que a taxa de desemprego caia ou se mantenha estável. “Mas temos Copa do Mundo e eleição no meio do caminho, então é cedo pra fazer uma previsão. Depende muito dos resultados desses eventos, que podem beneficiar setores específicos da economia”, afirma.

Remuneração. O rendimento médio dos ocupados subiu 1,5% em março deste ano, em comparação com fevereiro, para R$ 1.905, segundo a pesquisa. Já o salário real médio passou a valer R$ 1.858, com alta de 1,2%. (Da redação)

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