Reunião com PM discute postura de agentes em protestos na Copa

Uso de balas de borracha não está descartado durante as manifestações, embora a PM queria evitá-lo

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA e ALINE DINIZ |

Em reunião na tarde desta quarta-feira, no Ministério Público, Polícia Militar, Defensoria Pública, órgão de seguranças e advogados representantes de manifestantes discutiram a postura e a conduta dos agentes envolvidos nos possíveis atos de protestos que devem acontecer durante a Copa do Mundo.

Algumas situações foram acordadas, como a colocação de grades no viaduto José de Alencar, na avenida Antônio Carlos – onde um manifestante caiu e morreu no ano passado – e os limites de proximidade dos atos, que devem respeitar o espaço Fifa.

Representantes da PM, a coronel Claudia Romualdo, chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), e o coronel Antonio de Carvalho, chefe do Comando de Policiamento Especializado (CPE) tentaram mostrar que a polícia não estará no protesto na situação de inimiga.

“Aquilo que se une tem que ser maior do que aquilo que se separa. Somos olhados como lixo humano e o momento é estritamente delicado”, ressaltou Claudia. “A força vai ser usada como última instância. Sempre preferi negociar”, afirmou Carvalho.

O uso de balas de borracha não está descartado durante as manifestações, embora a PM queria evitá-lo. Qualquer truculência da polícia será encaminhada à Corregedoria. Os manifestantes detidos serão inicialmente encaminhados para a delegacia de referência, a Regional Noroeste, no bairro Alípio de Melo.  

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