Faça rodízio do modo correto

Fazer revezamento de pneus traz benefícios, mas é preciso seguir algumas recomendações

iG Minas Gerais | Alexandre Carneiro |

SAMUEL AGUIAR - 31.8.2012
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Você sabia que os pneus do carro não se desgastam de modo equivalente? O par que está fixado na frente tende a ter durabilidade menor, devido a uma série de fatores: a força de frenagem é muito mais acentuada naquele eixo, a posição do motor faz com que o peso fique mais concentrado ali e a movimentação da direção submete o componente a mais esforços. Por fim, segundo a Pirelli, cerca de 90% dos automóveis que circulam no Brasil têm tração dianteira, outro fator que contribui com o consumo desigual dos pneus.

A tendência, portanto, é que os pneus frontais fiquem carecas antes dos traseiros. Há, entretanto, uma tática para equalizar a vida útil desses componentes e, consequentemente, evitar o desgaste prematuro: é o rodízio, que consiste em passar o par que está no eixo dianteiro para o traseiro e vice-versa.

Porém, há um modo correto de fazer esse troca-troca. Alexandre Savero Moro, piloto de testes da Pirelli, explica que os pneus devem permanecer sempre do mesmo flanco do veículo: “Algumas pessoas fazem um rodízio em ‘X’, que troca os pneus não apenas da dianteira para a traseira, mas também da esquerda para a direita, por exemplo”. Segundo o especialista, essa medida deve ser evitada, pois os pneus sofrem deformações que alteram seu comportamento: “O revezamento sempre deve ser linear, sem alterar o lado da fixação, independentemente de o carro ter tração dianteira, traseira ou integral,” explica.

O rodízio também deve envolver somente os pneus que já estão em uso. Alexandre desaconselha incluir o sobressalente, pois um componente novo em meio a outros já desgastados pode trazer prejuízo à dirigibilidade do veículo. “O que se pode fazer é colocar o estepe em uso na hora de trocar os pneus. Isso, inclusive, traz economia, pois permite a compra de apenas três pneus. Porém, nesse caso, o estepe tem de estar novo e o motorista precisa adquirir um conjunto da mesma marca e com as mesmas especificações dele”, ensina. Portanto, essa prática não pode ser efetuada em automóveis que têm o sobressalente temporário, com medidas diferentes dos demais.

O rodízio, de acordo com Alexandre, deve ser efetuado a cada 10 mil quilômetros. “Como esse prazo é o mesmo em que se recomenda alinhar e balancear o veículo, o motorista pode aproveitar e sempre fazer tudo de uma só vez”, aconselha. 

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