Assistentes sociais da PBH fazem cortejo fúnebre no centro

Categoria diz que ato é para "velar a política de assistência" da capital; grupo pede redução de jornada de trabalho e aumento de 15%

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Cerca de 200 servidores ligados à assistência social de Belo Horizonte realizam um ato fúnebre, na manhã desta quarta-feira (28), para mostrar como tem sido o tratamento dado pela prefeitura à assistência social no município. O cortejo é para "velar a política de assistência" pelas ruas da cidade. A greve dos servidores da Prefeitura de Belo Horizonte já dura 21 dias.

De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans),  o grupo saiu da porta da Secretaria de Assistência Social, na rua Tupi e se descolam para a praça Sete. Neste momento, a categoria fecha duas pistas da rua Espírito Santo.

Vestidos de preto, os assistente reclamam que os serviços ligados à assistência social no município atualmente estão 80% parados, incluindo as atividades da secretaria central, de todas as nove regionais, dos 33  Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais unidades de atendimento espalhadas pelo município. 

Além disso, protestam pelo fato de que na capital hoje, menos de  2% do orçamento é direcionado para uma política considerada fundamental para lidar com as dificuldades sociais. Ainda, reclamam de contar com material e equipes insuficientes e pela ausência de um plano de carreira específico.

A partir desse cenário, categoria anseia pelo aumento salarial de 15% e reajuste do vale alimentação de R$ 17 para R$ 28, transformação da atual Secretaria Adjunta de Assistência Social em uma secretaria de primeiro nível, jornadas de trabalho de 30 horas semanais para os assistentes e ampliação dos serviços de atendimento às pessoas com deficiência e idosas, como exige a regulamentação federal para municípios do nosso porte.

Última proposta

A administração municipal ofereceu 7% de reajuste salarial aos servidores, a ser pago em duas etapas, uma de 3,5% na folhas de julho e outra de igual valor em novembro deste ano. A proposta da prefeitura também prevê aumento do vale-alimentação de R$ 17 para R$ 18,50, um reajuste de 8,82%.

Segundo nota da Prefeitura de Belo Horizonte, divulgada na última segunda-feira (26), além dos reajustes no salário e no vale-alimentação, será pago um abono aos servidores, em dezembro, em quatro faixas de acordo com a remuneração, beneficiando os que ganham menos.

Para os servidores que têm remuneração até R$ 1.500, o abono será de R$ 600. Para quem tem remuneração até R$ 2.500, o abono será de R$ 400. Para remuneração até R$ 3.500, o abono será de R$ 300 e para quem tem remuneração de até R$ 5.500 o abono será de R$ 200. O pagamento desse abono representará uma despesa ao município de R$ 20 milhões.