O cérebro

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Rafael Ribeiro / CBF
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Desde que apareceu no São Paulo, em 2008, o meio-campo Oscar já despontava como uma grande promessa do futebol brasileiro. Habilidade, passes precisos e técnica marcavam aquele jovem atleta de 16 anos. Mas o sucesso precoce na carreira também trouxe problemas para Oscar, que se viu envolvido em uma briga judicial com o clube que o revelou. Graças aos deuses do futebol, ele retomou o caminho de conquistas e chega como o cérebro na armação de jogadas da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Oscar dos Santos Emboaba Júnior é natural de Americana, no interior paulista. Começou na equipe de futsal do São Paulo, em 2004. Por causa da grande qualidade técnica, em 2008 chegou ao time principal e participou da campanha do título brasileiro daquele ano. Após um longo imbróglio na Justiça, que terminou somente em 2010, ele foi jogar no Internacional.

Pelo clube gaúcho, o meio-campista mostrou o seu potencial. Tanto que, em 2012, o bilionário russo Roman Abramovich resolveu ir às compras. Dono do Chelsea, da Inglaterra, ele comprou o jovem Oscar por R$ 80 milhões. No clube inglês, o meia brasileiro se firmou como um dos grandes jogadores do mundo e ajudou na campanha do título da Premier League daquela temporada.

Oscar disputará a primeira Copa do Mundo da carreira. Espera manter o caminho de glórias que vem trilhando com a camisa da seleção. Chegou a marcar três gols na final do Mundial Sub-20, contra Portugal, em 2011, algo inédito na história de um campeonato organizado pela Fifa. O jovem armador frequenta as convocações da equipe principal desde 2011. Foi titular nas Olimpíadas de Londres e na Copa das Confederações, quando o camisa 11 assumiu o posto de armador do time de Felipão. Uma joia cobiçada A novela que envolveu a saída de Oscar do São Paulo resume bem o assédio que o jogador sofreu ainda garoto, nas categorias de base do time paulista. Após uma excursão por Manchester, na Inglaterra, onde disputou um torneio de juniores, o Chelsea já cresceu os olhos na promessa brasileira. A equipe do Morumbi, então, tratou de preservar o meia. E foi justamente a tática usada pelos dirigentes do tricolor para segurar Oscar que acarretou sua saída. Foi assinado um contrato de cinco anos, quando a lei permitia somente um contrato de três. A disputa se arrastou até 2012, quando o Inter pagou cerca de R$ 15 milhões, maior negociação entre clubes brasileiros naquela época. Quis o destino que o próprio Chelsea comprasse o meio-campo, cinco anos após a primeira “flertada”.

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