Subutilizado de um lado, congestionado de outro

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“Seria muito melhor investir no 3G. O 4G resolve o problema de pouquíssimos brasileiros, menos de 1%, e não vai ser útil para os estrangeiros, porque a frequência é diferente.” - Arismar Cerqueira Sodré Júnior - Professor do Inatel
Cristiano Trad - 30.3.2011
“Seria muito melhor investir no 3G. O 4G resolve o problema de pouquíssimos brasileiros, menos de 1%, e não vai ser útil para os estrangeiros, porque a frequência é diferente.” - Arismar Cerqueira Sodré Júnior - Professor do Inatel

A comunicação por voz e dados nos estádios durante a Copa poderia ser melhor se, em vez de investir na implantação do 4G, o Brasil tivesse optado por melhorar o sistema 3G, já usado amplamente no país. A opinião é do professor do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), de Santa Rita do Sapucaí, Arismar Cerqueira Sodré Júnior, que é doutor em engenharia de telecomunicações.

“O 4G não vai desafogar nada, porque é um sistema que atende 1% da população. Ele resolve o problema de pouquíssimos brasileiros”, diz. Ele explica que a nova tecnologia também não será útil para os estrangeiros, porque o 4G brasileiro funciona em frequência diferente da de outros países. Por isso, mesmo o turista que tem um aparelho 4G vai usar a rede 3G.

Além disso, um sistema mais robusto de 3G ficaria como legado, beneficiando a população como um todo. Ontem, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse, em audiência pública no Senado, que a cobertura 3G em todo o território nacional ainda vai demorar e não acontecerá antes de 2019.

O ministro já havia dito que em metade dos estádios da Copa a comunicação via celular será lenta, porque não foram firmados acordos para a instalação de redes Wi-Fi entre as operadoras de celular e as administradoras das arenas. O Mineirão está na lista dos que não vão contar com a tecnologia.

O Sinditelebrasil, que representa as operadoras, disse, por meio da assessoria de imprensa, que o reforço do sinal com Wi-Fi seria necessário para que o congestionamento no tráfego de dados verificado na Copa das Confederações, em 2013, não se repetisse neste ano. A entidade afirmou ainda que não haveria custo para os estádios, mas, mesmo assim, não houve acordo com a Minas Arena, que administra o Mineirão. ( Com agências.Colaborou Lohanna Lima)

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