Bactéria assusta gestantes

Organismo foi identificado em dois bebês internados na UTI da maternidade da cidade

iG Minas Gerais | Johnatan Castro |

Prevenção. Direção do hospital afirma que medidas de controle já foram tomadas e que não há risco
Lincon Zarbietti / O Tempo
Prevenção. Direção do hospital afirma que medidas de controle já foram tomadas e que não há risco

 

Apresença de uma bactéria multirresistente na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Sete Lagoas, na região Central do Estado, tem preocupado gestantes que estão com partos marcados na unidade. Enquanto a direção da entidade garante que não se trata de uma superbactéria, uma ginecologista recomendou a uma paciente, anteontem, que não se internasse no hospital, como já estava programado. A bactéria acinetobacter foi detectada em dois bebês internados na UTI neonatal. O primeiro caso foi identificado no dia 2 deste mês, e o segundo, no dia 18.   O engenheiro Alfredo José Lara, 48, conta que sua mulher já estava com o parto agendado. No dia da internação, a médica entrou em contato alegando que não poderia realizar o procedimento em função da presença da bactéria. Outro agravante é a superlotação da UTI neonatal, que tem todos os seus dez leitos ocupados. Apesar da gravidez não ser de risco, a gestante não poderia contar com o equipamento em caso de uma emergência. Após procurar a direção do hospital, Lara foi informado que os dois casos de contaminação foram isolados e que sua mulher poderia realizar o parto normalmente no centro obstétrico, que não foi afetado. “Eu não confio nisso. Não posso colocar a vida da minha mulher e da minha filha em risco”, disse.   Nesta segunda-feira, ele tentou, junto ao plano de saúde um leito em um hospital da capital, mas não conseguiu. Amanhã, a família e a médica – que preferiu não conceder entrevista – decidirão quais serão os próximos passos e onde o parto será realizado. Uma outra grávida, que preferiu não se identificar, conta que, em função da pouca quantidade de líquido amniótico que envolve o embrião, seu filho nascerá antes do tempo ideal. A condição torna indispensável a disponibilidade de um leito na UTI neonatal. “Fiquei internada lá do dia 9 até o dia 13 deste mês, e a lotação era enorme. Falaram que o meu parto não pôde ser realizado em função da superlotação da UTI, mas depois tive a informação, de dentro do hospital, que a questão girava em torno de bactéria”, afirmou, ressaltando que também espera uma decisão do médico. “Estou em pânico com isso. Eu prefiro ir para Belo Horizonte. Antes eu não queria, mas agora eu tenho que pensar no bebê”.   Vigilância Sanitária. Uma equipe da Vigilância Sanitária de Sete Lagoas vistoriou o Hospital Nossa Senhora das Graças anteontem. Procurado ontem, o órgão não se pronunciou até o fechamento desta edição. A Secretaria de Estado de Saúde informou que o caso está sendo investigado e é de responsabilidade apenas no município. 

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