Dilma terá 12 minutos na TV

Com o PP, que garantiu apoio à reeleição, a petista terá três vezes mais tempo na propaganda eleitoral

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

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Dilma recebeu o apoio do PP e disse que vai se contrapor aos defensores das “medidas impopulares”
DIDA SAMPAIO
Mais. Dilma recebeu o apoio do PP e disse que vai se contrapor aos defensores das “medidas impopulares”

Com a confirmação de que o PP vai apoiar sua candidatura à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT) contará com tempo recorde de seu partido na propaganda no rádio e na TV. Se os apoios à petista anunciados até então permanecerem durante as convenções partidárias, Dilma levará ao ar um programa de 12 minutos e três segundos, praticamente três vezes maior do que o de seu adversário Aécio Neves (PSDB). O tucano conta, até agora, com quatro minutos e 19 segundos.

O presidenciável tucano tenta agir em duas frentes para diminuir essa disparidade quando a campanha começar nos horários nobres da TV e do rádio. A primeira delas é convencer o PSD a apoiá-lo formalmente – ou, no mínimo, se declarar neutro e não aderir à coligação da petista.

Para isso, Aécio conversa com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, filiado ao PSD, para que ele ocupe a vaga de vice em sua chapa. Caso o tucano seduza o partido do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tiraria de Dilma um minuto e 27 segundos na TV – ou seja, a diferença cairia de oito para cinco minutos. O PP era outro alvo do PSDB até ontem, quando anunciou apoio à reeleição de Dilma.

A outra estratégia do senador é atrair seis partidos “nanicos” para engordar sua aliança. Somados, PTN, PTC, PTdoB, PMN, PSL e PEN poderiam dar, juntos, cerca de 20 segundos a mais ao tucano.

Com apoio de outras nove legendas (o mesmo número que em 2010), a tendência é que Dilma amplie sua exposição durante a propaganda eleitoral, em comparação com as últimas eleições. Em 2010, ela tinha direito a dez minutos e 38 segundos, e seu adversário José Serra (PSDB), que contava com outros cinco partidos em sua coligação, conseguiu sete minutos e 18 segundos.

O presidenciável do PSB, Eduardo Campos, conseguiu, até o momento, angariar o apoio do PPS, PRP e PHS, o que lhe renderia um minuto e 49 segundos. No entanto, o socialista encontra dificuldades de obter apoio de outras siglas. Se esse quadro for confirmado, Campos terá menos da metade do tempo de Aécio e cerca de um sexto da propaganda de Dilma.

Regras. A disparidade entre as três candidaturas é medida pelo peso dos partidos que compõem cada uma das coligações na Câmara dos Deputados. A de Dilma (formada por PT, PMDB, PCdoB, PROS, PTB, PP, PSD, PR, PRB e PDT) conta com 357 dos 513 deputados federais. Já na de Aécio, são 99 os parlamentares do PSDB, DEM e Solidariedade. Campos possui uma base de 33 deputados.

Divisão de tempo

Tempo total. A propaganda para presidente é dividida em dois blocos diários de 25 minutos cada.

Igualitário. Um terço desse tempo, ou seja, oito minutos e 20 segundos, é dividido igualmente entre todos os candidatos. Hoje, são 11 os que pretendem disputar o cargo. Representação. O restante do tempo da propaganda eleitoral, 16 minutos e 40 segundos, é divido conforme o tamanho da bancada de cada partido que compõe cada coligação na Câmara.

Sorte. O Tribunal Superior Eleitoral realiza sorteio para definir a ordem em que cada candidato aparece no programa eleitoral.

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