Exército rejeita ideia de resgate por medo de matar raptadas

iG Minas Gerais |

Martha Mark mostra foto da filha raptada, Monica Mark
Sunday Alamba
Martha Mark mostra foto da filha raptada, Monica Mark

ABUJA, Nigéria. Algumas divergências surgiram entre o Exército da Nigéria e o presidente sobre o resgate das cerca de 300 estudantes sequestradas por extremistas islâmicos. Enquanto os militares argumentam que o uso da força poderia matar as reféns, o presidente Goodluck Jonathan se recusa a trocar prisioneiros pelas jovens.

O chefe de Defesa Aérea, Marshal Alex Badeh, anunciou ontem que localizou o cativeiro, mas descartou o uso da força para libertá-las para não pôr a vida das jovens em risco. Tentativas militares anteriores para libertar reféns levaram à morte de prisioneiros pelos sequestradores, incluindo a de um britânico e a de um engenheiro italiano em março 2012. “Nós não podemos ir e matar nossas meninas na tentativa de trazê-las de volta”, declarou Badeh.

Um ativista de direitos humanos que participa da mediação disse que há uma semana foi negociada uma troca de extremistas detidos pelas estudantes, mas a troca não foi adiante porque Goodluck Jonathan desconsiderou a medida. O presidente recusa qualquer troca de prisioneiros, possibilidade evocada pelo chefe do Boko Haram, segundo o ministro britânico para a África, Mark Simmonds.

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