Papa Francisco diz que fim do celibato obrigatório tem 'porta aberta'

Durante viagem de volta ao Vaticano, o pontífice revelou conhecer casos de padres casados e que não vê interferência da condição aos dogmas da igreja

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Organizadores da visita do pontífice disseram que a inclusão desses compromissos na agenda do papa expressa a preocupação do líder da Igreja Católica com os mais pobres e excluídos
Associated Press
Organizadores da visita do pontífice disseram que a inclusão desses compromissos na agenda do papa expressa a preocupação do líder da Igreja Católica com os mais pobres e excluídos

O papa Francisco voltou a ser notícia por conta de seu pensamento 'liberal' em relação aos dogmas da Igreja Católica. Durante a viagem de volta ao Vaticano, depois de visitar Israel, o pontífice falou sobre o celibato obrigatório para padres católicos.

"Por não ser um dogma da fé, a porta sempre está aberta” para discutir a questão, disse Francisco. “A Igreja católica tem padres casados. Católicos gregos, católicos coptas, existem no rito oriental. Não é um debate sobre um dogma, mas sobre uma regra de vida, que eu aprecio muito e que é um presente para a Igreja", afirmou.

Apesar da forte argumentação, o papa afirmou que o tema não é e nem será prioridade de seu papado, dizem que 'há outros temas sobre a mesa' no momento.

Em abril, 26 amantes de padres católicas escreveram uma carta endereçada ao papa, pedindo que a igreja colocasse fim ao celibato obrigatório, fazendo com que elas pudessem se casar com os párocos.

"Sabe-se muito pouco do sofrimento devastador a que uma mulher que se apaixona fortemente por um padre está submetida. Queremos, com humildade, por a seus pés nosso sofrimento para que algo possa ser mudado (...) para o bem de toda a Igreja", diz um trecho da carta. 

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