Minas lidera ranking de desmatamento da Mata Atlântico, diz fundação

Apesar de estar em primeiro com 8.437 hectares destruídos, Estado apresentou redução de 22% na taxa de desmatamento, que em 2011-2012 foi de 10.752 hectares

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Pelo segundo ano consecutivo, a taxa de desmatamento da Mata Atlântica voltou a subir no ano passado, atingindo o maior nível desde 2008
ELIAS RAMOS/PMC
Pelo segundo ano consecutivo, a taxa de desmatamento da Mata Atlântica voltou a subir no ano passado, atingindo o maior nível desde 2008

Minas Gerais é o Estado campeão do desmatamento da Mata Atlântica pelo quinto ano consecutivo, de acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado nesta terça-feira (27). Com 8.437 hectares de áreas destruídas, o Estado é seguido por Piauí (6.633 ha), Bahia (4.777 ha) e Paraná (2.126 ha). Juntos, eles são responsáveis por 92% do total dos desflorestamentos, o equivalente a 21.973 ha.

Apesar de liderar a lista, Minas apresentou redução de 22% na taxa de desmatamento, que em 2011-2012 foi de 10.752 ha. De acordo com Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a queda é resultado de moratória que desde junho do ano passado impede a concessão de licenças e autorizações para supressão de vegetação nativa do bioma. A ação foi autorizada pelo Governo de Minas Gerais após solicitação da Fundação, apresentada em ofício protocolado em 10 de junho de 2013.

A  Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Estado criou uma força tarefa e recentemente apresentou o resultado de algumas iniciativas de enfrentamento ao desmate. Balanço premiliminar de uma operação de fiscalização realizada no Nordeste de Minas Gerais, região que lidera a destruição do bioma, indicou que serão aplicadas multas que superam R$ 2 milhões, além de 10.000 m3 de material apreendido e 16 pessoas presas. 

“Consideradas as médias mensais de desmatamento em Minas, tivemos uma redução de 64% no ritmo dos desfloramentos após o anúncio da moratória, que passou de 960 ha para 344 ha por mês. A resposta do governo foi positiva, mas os índices ainda são os maiores do país e há muito trabalho a ser feito, não só para conter o desmatamento, mas para restaurar e recuperar essa floresta“, observa a diretora 

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