Para ser inteligente, município tem que vencer barreiras

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

Para chegar ao conceito de cidade inteligente, será necessário não só fazer um uso mais abrangente das tecnologias, mas trabalhar a estrutura dos centros urbanos.  

“Hoje em dia, os gestores públicos estão falando muito em um modelo de cidades que se agrupa em conglomerados em que tudo está a 20 minutos de caminhada”, afirma Carlos Augusto Costa, da FGV Projetos.

Um exemplo desses conglomerados é o bairro da zona sul carioca Copacabana. “Lá, mora rico, mora pobre, a empregada doméstica mora a três quarteirões do patrão, tem tudo perto. É um ecossistema, um agregando valor ao outro”, comenta Costa.

No entanto, para chegar a esse ideal, incluindo o uso das tecnologias para melhorar a vida do cidadão, é necessário vencer barreiras. A primeira delas, segundo Costa, é o conhecimento. “Muitas pessoas, até mesmo secretários, não têm conhecimento adequado do que tem disponível”. Depois, vêm as dificuldades de financiamento. “Quem tem conhecimento acha as soluções tecnológicas tão caras que não sabe como fazê-las chegar ao cidadão”, afirma.

Aqueles que conseguem verba se deparam com o problema da mão de obra. Por fim, há o principal empecilho, apontado pela maioria dos gestores das cidades participantes da pesquisa da FGV como o maior entrave: vontade política. “Há tantas necessidades básicas não supridas, que os políticos acabam dando prioridade a outras coisas que não isso”, afirma Costa.

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