Campos afirma que Brasil vive ‘ditadura’ no setor energético

Para socialista, só presidente e mais dois tomam decisões

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Positivo. Discurso de Eduardo Campos agradou empresários presentes, mas não garantiu apoio
WERTHER SANTANA
Positivo. Discurso de Eduardo Campos agradou empresários presentes, mas não garantiu apoio

São Paulo. O pré-candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) afirmou nesta segunda-feira, 26, em seu discurso de abertura no evento com empresários promovido pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, que o Brasil vive uma “ditadura” no setor elétrico, com decisões concentradas na presidente Dilma Rousseff. Segundo o ex-governador de Pernambuco, fica claro também, pelo controle de preços dos combustíveis, que o governo está “fazendo política monetária com as estatais”.  

“Precisamos recuperar a capacidade de planejamento do setor energético”, disse. “Há uma ditadura no setor elétrico com a decisão concentrada na presidente (Dilma) e mais dois assessores. Ninguém mais é ouvido”, disse.

Segundo Campos, o custo da falta de planejamento está na casa dos R$ 100 bilhões. “A população está sendo endividada sem saber disso”, afirmou, em referência aos empréstimos às distribuidoras e que só seriam pagos “depois da eleição”.

Com relação à Petrobras, Campos disse que o controle de preços dos combustíveis mostra que o governo faz “política macroeconômica com estatais”, e causa sérios danos ao setor sucroalcooleiro. “É preciso devolver governança à Petrobras, blindá-la da politicagem e com regra das receitas que não submeta à petroleira (ao controle)”, discursou.

O ex-governador ressaltou ao público, formado por empresários de diversos setores econômicos, a importância do agronegócio nacional e citou como principais desafios para impulsionar o segmento ter segurança jurídica e acabar com o preconceito da cidade para com o campo.

“O Brasil é um país muito diverso e o agronegócio também. Eu posso falar, porque vim do campo. O campo se fez porque inovou, apostou em tecnologia. Há falhas, mas estas não podem macular o esforço de muitos, inclusive na relevância que o setor tem na balança comercial”, declarou.

Campos afirmou ainda que o “presidencialismo de coalização” precisa de um Estado que não atrapalhe, que remova um serviço de qualidade ao país.

“Do ponto de vista institucional, precisamos de um governo de visão de Estado, de reforma, com transparência, com marcação de metas, de produtividade. Para termos segurança jurídica”, falou. á com relação à macroeconomia, Campos afirmou que o governo precisa ter uma percepção de clareza nas regras.

Pinto Coelho acredita que PP sairá de coligação O governador de Minas, Alberto Pinto Coelho (PP), acredita que o apoio do PP ao PSDB em Minas, no Rio Grande Sul, em Santa Catarina, Paraná, Goiás, Alagoas e Paraíba, provoque a mudança de lado no plano federal, onde apoia o PT. “Existe no partido uma realidade que não comunga desta posição (apoio ao PT) e naturalmente esperamos, como resultado dessa maioria, influenciar o destino do partido. Se não chegarmos a um consenso, a questão será resolvida no dia 25 de junho, na nossa convenção”, explicou. No sábado, o senador e presidenciável tucano, Aécio Neves, participou do lançamento da pré-candidatura da senadora Ana Amélia (PP) ao governo do Rio Grande do Sul. Ela era cotada para ser vice de Aécio, em uma possível aliança dos partidos.

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