O interiorano

iG Minas Gerais | Victor Martins |

Convocado pela primeira vez em 1977, o zagueiro Oscar fez algo que parece impossível nos dias atuais: chegar à seleção brasileira jogando por uma equipe do interior do país. Apesar de nascido em Monte Sião, na região Sul de Minas Gerais, foi em Campinas que Oscar deu os primeiros passos como atleta. Se na base ele começou no Guarani, foi pela Ponte Preta que virou profissional e foi convocado como titular da seleção no Mundial de 1978.

Apesar de não ser um zagueiro extremamente técnico, Oscar sempre se notabilizou por ter muita garra e liderança. Assim, um jogador da Ponte Preta e titular da seleção brasileira era assediado por quase todos os grandes clubes do Brasil. Palmeiras e Cruzeiro estiveram bem perto da contratação, mas não era fácil tirá-lo do clube campineiro.

Porém, depois de muitos anos na Ponte Preta, Oscar acabou sendo vendido para o New York Cosmos. No entanto, a passagem pelos Estados Unidos não durou muito tempo, já que o zagueiro ficou na terra do Tio Sam por apenas um ano. Na volta ao Brasil, escolheu um time da capital e foi jogar pelo São Paulo. Chegou com moral ao novo clube. Estreou como capitão e, logo de cara, atuou em duas goleadas por 4 a 0, sobre Palmeiras e Corinthians.

E, assim, Oscar foi titular do Brasil em mais uma Copa do Mundo. Em 1982, lá estava ele, ao lado de Luisinho, outro mineiro, para formar dupla em uma das maiores seleções da história do Mundial. Mais experiente e na segunda Copa seguida como titular, Oscar marcou até gol – na goleada sobre a Escócia, por 4 a 1, na segunda partida da primeira fase. Em 1986, ele esteve em mais uma Copa, mas como reserva. Titular e capitão durante os amistosos, Oscar não estava em um bom momento e acabou perdendo a posição para Júlio César, mais um zagueiro que começou a carreira em Campinas.

Uma estreia desastrosa

Apesar de ter sido convocado para defender a amarelinha em 1977, ainda durante as Eliminatórias da Copa, Oscar só foi estrear pela seleção no ano seguinte. Depois de fazer alguns jogos-treino, o primeiro grande teste como titular foi logo contra a França, de Michel Platini. Partida de lembranças ruins para Oscar. O jogo foi disputado em Paris, no dia 1º de abril, no estádio Parc des Princes, e os anfitriões venceram por 1 a 0. O gol, no entanto, surgiu depois de uma falha de Oscar. Platini foi o autor desse gol. Mas o zagueiro mineiro superou o começo ruim com a camisa canarinho e deixou números de respeito. “Quando fui convocado, não esperava muita coisa”, disse Oscar para a revista “Placar”, em 1979. E no total foram 59 partidas e dois gols marcados, bastante coisa para quem não estava esperando por muito.

Libertadores. Em 1997, Oscar comandou o time do Cruzeiro, mas foi demitido depois de perder para o Grêmio, na Libertadores, na estreia. Autuori entrou no lugar e ganhou a competição

Costa do Marfim. Oscar possui um dos melhores CTs do Brasil, que fica localizado em Águas de Lindóia. E é lá que a Costa do Marfim vai treinar durante a Copa de 2014

Amizade. Durante um período, a defesa do Brasil foi formada por Oscar e Amaral, que jogaram juntos no Guarani, ainda quando garotos

 

 

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