Governo quer agora atrair empresas de ponta

Contrato amplia estudo sobre potencialidades de 27 municípios de Minas

iG Minas Gerais | Guilherme Reis e Jáder Rezende |

Gerar até 2033 cerca de 560 mil postos de trabalho e identificar as potencialidades de 27 cidades de Minas em setores como aeroespacial e defesa, logística, alta tecnologia, tecnologia da informação e comunicações, moda e indústria têxtil, dentre outros. Esse é o principal objetivo do contrato de ampliação do estudo Master Plan, que foi assinado nessa segunda pelo governador Alberto Pinto Coelho (PP).

O plano engloba somente municípios que fazem parte da região metropolitana e do chamado “colar metropolitano” de Belo Horizonte. Esta segunda fase do Master Plan é a continuação do estudo entregue em março deste ano. As cidades localizadas nos vetores Norte, Oeste e Sul são capazes de atrair investimentos e indústrias de tecnologia de ponta, centros de pesquisa, além de parques logísticos? É isto que o estudo vai apontar. O subsecretário de Investimentos Estratégicos, Luiz Antônio Athayde Vasconcelos, ressalta que o plano tem a mesma lógica de desenvolvimento para todos os municípios. “Vamos ter uma visão integrada de toda a infraestrutura necessária neste novo padrão de desenvolvimento. A região metropolitana de Belo Horizonte pode se tornar um polo avançado de logística do Brasil”, diz. Ele destacou que o primeiro Master Plan – que analisou o vetor Norte – já gerou 22.500 empregos. “A renda per capita desse vetor vai de US$ 11 mil para US$ 18 mil e o PIB de US$ 70 bilhões para US$ 200 bilhões”, avalia. Para o governador Alberto Pinto Coelho, a expectativa é que o levantamento provoque mudanças nos planos diretores da cidades. “O Brasil está desacostumado a planejar. Com planejamento você assegura desenvolvimento com qualidade de vida”, acredita o governador. O mapeamento da região metropolitana quer que cidades sem indústrias, como Raposos, recebam investimentos do setor. “Estamos construindo um parque industrial, mas temos que saber qual tipo de indústria poderemos atrair. Para crescer, temos que planejar. Acho que a partir de 2017 já vamos colher frutos”, disse o prefeito de Raposos, Carlos Alberto Coelho (PSL). Para o secretário adjunto de Planejamento Urbano da Prefeitura de Belo Horizonte, Leonardo Castro, o processo será decisivo para a descentralização e requalificação econômica de áreas próximas da capital. “Dessa forma, é possível minimizar a dependência da população ao hipercentro da capital”, diz. A previsão é que o estudo seja finalizado no dia 31 de julho deste ano. 

Consultoria Custo. O estudo vai custar aos cofres públicos R$ 3,1 milhões. Para executar o trabalho, o governo de Minas contratou a empresa de consultoria CH2MHILL, que também fez o primeiro levantamento.

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