Papa tem chance de fazer uma revolução interna na Igreja

iG Minas Gerais | Ana Elizabeth Diniz |

Apropriando-se de sua bagagem como monge, herege e místico, padre Durval Baranowske faz uma análise do Vaticano. “Todo pontificado é uma monarquia, e a postura da Igreja tem sido retrógrada desde João Paulo II, incluindo o papa Bento XVI”, atesta.  

“Temos um papa que ousa se chamar Francisco, que foi um grande revolucionário. Ele se arrisca ao adotar um nome que diz muito sobre seu pontificado e nos dá duas direções: ou vai levar a igreja a uma revolução que tem que começar internamente ou será um marqueteiro que vai usar a aura forte do santo para suavizar a imagem da Igreja ligada à pedofilia e uma postura antiquada, que não dialoga com o mundo. Mas é cedo para avaliarmos”.

O religioso lembra que “Jesus era leigo e não eclesiástico e, sendo assim, a Igreja Católica tem que seguir suas ideias e não a tradição judaica romana, que matou Jesus e ainda tem perseguidores, muitos deles dentro do próprio cristianismo”.

Houve avanços inquestionáveis. “No papado de Pio XII, os padres usavam batina e celebravam missa em latim. Quando ele morreu, a imagem da Igreja estava comprometida. Elegeram um papa de transição, João XXIII, conhecido nos bastidores como o papa bobalhão. Foi ele, que convocou o Concílio Vaticano II, abriu os seminários, tirou a obrigatoriedade da batina, ordenou novos bispos e assumiu um caráter missionário”, finaliza Durval. 

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