“Somos favoritos e já temos uma mão na taça”, afirma Parreira

Coordenador técnico disse que chegou a hora da seleção brasileira “reescrever sua história”

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Carlos Alberto Parreira demonstrou otimismo em desempenho da seleção brasileira na Copa
Ricardo Ribeiro/VIPCOMM
Carlos Alberto Parreira demonstrou otimismo em desempenho da seleção brasileira na Copa

O coordenador técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlos Alberto Parreira, não poupou palavras para defender o favoritismo do Brasil na Copa do Mundo deste ano. Em entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira, na Granja Comary, centro de treinamentos da seleção na cidade serrana de Teresópolis, no Rio, Parreira demonstrou otimismo e disse que é hora de “reescrever a história”, em referência ao fato de o Brasil ser uma das únicas grandes potências do futebol a não ter vencido a Copa em casa.

“Nós somos os favoritos, sim. Evidentemente, não basta ser favorito para ganhar. Quantos favoritos já fracassaram? Então não basta ser favorito. Tem que ir a campo, encarar a partida com a maior seriedade e exercer o favoritismo a cada jogo”, declarou Parreira, ao lado do auxiliar técnico da seleção, Flávio Murtosa.

Perguntado sobre como a comissão técnica e os jogadores estavam lidando com o chamado “fantasma de 50”, quando o Brasil, em 1950, perdeu a final para o Uruguai, no Maracanã - apesar de ser favorito na ocasião - Murtosa disse que o problema, na época, foi o clima de “já ganhou”.

“O Brasil era favorito. Era a melhor seleção. Mas o grande mal daquela Copa foi o 'já ganhou'. Isto este grupo não tem. Sabe que será uma Copa difícil, mas que tem condições de atingir o objetivo, de entrar e vencer”, avaliou.

Parreira disse que não há contradição em dizer que o Brasil já é campeão e ao mesmo tempo evitar o clima de “já ganhou” na disputa. “Não estamos falando isso da boca para fora. Nós acreditamos mesmo. Em 50, sem dúvida alguma, o fora de campo não ajudou. Em seleção brasileira, me perguntam o que eu aprendi em seis ou sete Copas do Mundo? A primeira coisa é ganhar fora de campo. E não é fácil. Envolve muitas coisas. Operacional, logística, planejamento, relacionamento com o torcedor, com a imprensa, com a própria equipe. Então, nós já estamos com uma mão na taça”, disse Parreira.

Murtosa ressaltou que, se o Brasil quiser ser campeão, terá de jogar, necessariamente, com quatro ou cinco grandes seleções e destacou a Bélgica como uma possível surpresa.

Parreira disse que o Brasil poderá reescrever sua história com a Copa deste ano. “É oportunidade para um resgate de algo que está entalado há 64 anos. Das grandes seleções, somos a única que não ganhou em casa. Vamos mudar essa história, acabar com o 'maracanazo'. Vamos reescrever essa história futebolística.”

AGÊNCIA BRASIL