Servidores de BH votarão nova proposta de reajuste na quinta-feira

A administração municipal ofereceu 7% de reajuste salarial aos servidores, a ser pago em duas parcelas e aumento do vale-alimentação de R$ 17 para R$ 18,50

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

Servidores se reuniram na praça da Estação
Sindibel/Divulgação
Servidores se reuniram na praça da Estação

Em assembleia realizada na praça da Estação na tarde desta segunda-feira (26), o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel) apresentou oficialmente aos servidores a nova proposta de reajuste oferecida pela Prefeitura de Belo Horizonte.

De acordo com o presidente do Sindibel, Israel Arimar, a administração municipal ofereceu 7% de reajuste salarial aos servidores, a ser pago em duas parcelas, nas folhas de julho e novembro deste ano, e aumento do vale-alimentação de R$ 17 para R$ 18,50. A reivindicação dos servidores é de reajuste salarial de 15% e aumento do vale-alimentação de R$ 17 para R$ 28.

Ainda segundo Arimar, os servidores vão avaliar a proposta, que deve ser votada em uma assembleia unificada, na manhã desta quinta-feira (29). A categoria, mais uma vez, deve se reunir na praça da Estação.

Passeata

Após a assembleia, os servidores municipais da saúde fizeram uma passeata pela região Central de Belo Horizonte. Cumprindo a liminar que proíbe o fechamento completo das principais avenidas da capital, os manifestantes tomaram parte da avenida dos Andradas, passaram pela rua da Bahia e seguiram pela Afonso Pena até a porta da prefeitura de Belo Horizonte.

Conciliação termina sem acordo

Na tarde desta segunda-feira, representantes do Sindibel e da Prefeitura de Belo Horizonte estiveram reunidos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para uma audiência de conciliação que terminou sem acordo.

Na sexta-feira (23), foi expedida uma liminar que obriga o Sindibel a manter o contingente mínimo de 70% do quadro dos funcionários nas unidades de saúde, sob pena de multa diária no valor de R$ 20 mil.

No entanto, a lista solicitada pelo desembargador que concedeu a liminar, contendo informações sobre o quadro de pessoal, não foi entregue de forma completa pela prefeitura.

Assim, até que a documentação seja entregue e que o desembargador analise o recurso ajuizado pelo Sindibel em relação ao percentual mínimo de trabalhadores, a multa pelo não cumprimento da liminar está suspensa.

De acordo com o TJMG, assim que o Sindibel for intimado a respeito da complementação das informações prestadas pela PBH e da decisão do relator sobre o recurso, a entidade terá seis horas para cumprir a escala exigida.

Após esse prazo, fica restabelecida a multa pelo eventual descumprimento da determinação.

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