Acusado de atear fogo em índio passa em concurso da Polícia Civil

Gutemberg Nader e mais quatro amigos colocaram fogo no índio que dormia em um ponto de ônibus após voltar de uma festa em comemoração ao Dia do Índio e teve 95% do corpo queimado em 1997

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Acusado de participar do crime que matou o índio Galdino Jesus dos Santos (44) em 1997, passou em concurso público da Polícia Civil do Distrito Federal. Na época do crime, Gutemberg Nader Almeida Junior (34), tinha 17 anos e cumpriu 4 meses de medida socioeducativa. Ele e mais quatro amigos colocaram fogo no índio que dormia em um ponto de ônibus após voltar de uma festa em comemoração ao Dia do Índio e teve 95% do corpo queimado.

Gutemberg é formado em direito e participou da prova do concurso para agente da Polícia Civil, que foi realizada em agosto de 2013. Ele foi aprovado na prova teórica, além do exame médico, avaliação física e exame psicológico, mas foi barrado no critério de vida pregressa, que analisa o passado do candidato e tem peso decisivo na contratação.

De acordo com a Constituição Federal, um criminoso que cumprir a pena não pode sofrer punições pelo que fez no passado. Sendo assim, Gutemberg recorreu à Justiça, que concedeu uma liminar garantindo o seu ingresso na corporação. Ele já começou as aulas de formação na acadêmia da polícia.

A Polícia Civil do Distrito Federal não quis se posicionar sobre o assunto, mas pode recorrer da decisão.