Um longo trajeto para ver tudo de perto

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

Gastos com ingressos, passagens de avião, tíquetes de ônibus, estadia, comida, bebida e lembrancinhas para familiares e para amigos das cidades que visitar. Em meio a esses custos financeiros, o cansaço provocado pelos longos deslocamentos para vários locais do Brasil. Elementos que podem até ser apontados por alguns como prejuízo ou percalços para quem irá acompanhar diversos jogos durante a Copa do Mundo no Brasil. Mas, para o engenheiro e louco por futebol Raphael Lagariça, de 25 anos, isso se chama investimento.  

Corintiano e paulista de nascimento, baiano de criação e residente no Rio de Janeiro há três anos e meio, Raphael irá assistir a 23 partidas no Mundial a ser realizado no Brasil entre os dias 12 de junho e 13 de julho. Média de um confronto a cada quase um dia e meio. O principal alvo do torcedor é a Inglaterra, sua seleção do coração.

“Na primeira fase, estarei presente nas três partidas da Inglaterra. Eu torço para a seleção inglesa. Não tem um motivo especial para essa decisão de torcer pelos ingleses. Faço isso desde 1999 ou 2000. Não sei explicar. Eu simplesmente gosto da seleção inglesa. Em 2002, via todo mundo daqui torcendo para o Brasil, e eu ali, como o único torcedor da Inglaterra nas quartas de final”, afirma Raphael, que irá registrar cada momento vivenciado por ele no Mundial em seu blog Diário de um Copa.

O engenheiro pagou um total de R$ 1.200 para adquirir os ingressos. “Comprei nas etapas de venda da Fifa via sorteio. Além dos sete ingressos com o meu nome, que é o máximo permitido, solicitei a amigos meus que não pedissem todos os sete ingressos para eles e solicitassem alguns ingressos para mim. Com isso, consegui os 23 ingressos para a maratona. Foi tudo muito tranquilo na inscrição, e o boleto para o pagamento foi gerado com facilidade após o resultado do sorteio”, relata.

Ele não sabe ao certo quanto irá gastar com as outras despesas, como transporte e alimentação. Mas nada tira do seu rosto o sorriso por assistir à sua seleção predileta e tantas outras. “Boa parte das viagens será de avião. Outras serão de ônibus. Em cada cidade, tenho conhecidos que irão me dar abrigo, tirando Manaus, em que vou fazer bate e volta”, declara Raphael.

E não importa se vai enfrentar viagens longínquas para assistir à equipe da Terra da Rainha, como os 2.600 km que terá pela frente para ver a Inglaterra medir forças com a Itália no dia 14 de junho, em Manaus.

“Sairei de Salvador com destino a Manaus. Pode até soar meio bizarro ver a Inglaterra jogar em Manaus”, disse Raphael, que, apesar da torcida, acredita, no entanto, que o ‘English Team’ não será campeão.

“Acho que a final será entre Argentina e Brasil. Torço para a Inglaterra, mas tenho a consciência de que a equipe não será campeã. Acredito que chega até as quartas de final. O time ainda tem em cima dele o carma de não ter chegado às semifinais nas últimas edições do Mundial”, admite.

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