Judicialização da pré-campanha em MG

Tribunal Regional Eleitoral já contabiliza 31 ações contra partidos e pré-candidatos no Estado

iG Minas Gerais | Da redação |

Disputa. Presidente do PSB, deputado federal Júlio Delgado, vai dar publicidade às regras da convenção
LUCIO BERNARDO JR/CÂMARA DOS DEPUTADOS - 29.4.2014
Disputa. Presidente do PSB, deputado federal Júlio Delgado, vai dar publicidade às regras da convenção

A mais de quatro meses das eleições, os principais candidatos a governador já travam acirrada batalha jurídica nos redutos eleitorais dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). No Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) foram apresentadas até agora 31 ações por irregularidades relativas à disputa de outubro. Em Pernambuco, os maiores alvos são os pré-candidatos ao governo do PSB, Paulo Câmara, e do PTB, senador Armando Monteiro, que tem apoio dos petistas. Em Minas, a maioria das ações protocoladas no TRE mira o PSDB do ex-ministro Pimenta da Veiga e o PT do também ex-ministro Fernando Pimentel, ambos pré-candidatos ao Executivo estadual.

Já foram expedidas liminares para a retirada do ar de páginas de redes sociais e de propagandas partidárias. A Justiça Eleitoral analisa pedido de cassação de registro de Pimentel por sua participação em evento do governo federal promovido em São João del Rei para a entrega de máquinas pesadas a prefeitos.

Por meio de sua assessoria, o petista afirmou que não comentará a questão antes de o Judiciário se pronunciar. Ação semelhante tramita contra Pimenta da Veiga. Em representação feita à Justiça, o PT afirma que o evento de entrega de uma unidade de Saúde promovido pelo governo do Estado em Muriaé, na Zona da Mata mineira, serviu “para realizar campanha eleitoral” em favor dos tucanos, “entre eles, o possível candidato ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, que utilizou o evento para se promover, realizando discursos e cumprimentos a pacientes da unidade de saúde”. Procurada pela reportagem, a direção do PSDB em Minas não retornou até o fechamento desta edição. Já a direção do PT disse que preferia não se manifestar.

Em Pernambuco, o PSB de Eduardo Campos entrou com ações contra Armando Monteiro e o senador Humberto Costa (PT) por causa da divulgação de uma pesquisa de intenção de voto não registrada no TRE-PE.

O petista foi condenado em primeira instância, na última sexta-feira, a pagar multa de R$ 53 mil. De acordo com seu advogado, Ricardo Dalle, Costa ainda não foi notificado e deverá recorrer da decisão. Já Armando Monteiro Neto, que comentou a pesquisa no Twitter, ainda não teve a ação apreciada. Para o advogado do PTB, Walber Agra, o senador apenas fez menção aos dados que haviam sido divulgados por um jornal local.

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