Centrais se dividem e largam PT

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Juntos? No início do mês, Ronaldo convidou Aécio para assistir ao jogo do Cruzeiro em sua casa
REPRODUção INSTAGRAM - 2.5.2013
Juntos? No início do mês, Ronaldo convidou Aécio para assistir ao jogo do Cruzeiro em sua casa

BRASÍLIA. Com mais de 6 milhões de trabalhadores filiados, as três maiores centrais sindicais do país estão divididas em relação à eleição presidencial – diferentemente do que ocorreu em 2010, quando todas apoiaram a petista Dilma Rousseff. Há discordâncias até no interior de cada entidade.  

O melhor exemplo disso é a CUT, braço sindical do PT, partido da presidente. Com seus 2,2 mil sindicatos e 2,7 milhões de sócios, é a maior delas e majoritariamente pró-Dilma. “Os servidores estão muito magoados com Dilma, que não cumpriu as promessas políticas que a elegeram. Defendemos a neutralidade da CUT nessas eleições”, disse Sergio Ronaldo da Silva, secretário geral da confederação dos servidores federais, a Condsef, filiada à CUT.

A Força Sindical também tem discordâncias internas sobre a sucessão. Segunda maior central do país, com 1,6 mil sindicatos e pouco mais de 1 milhão de filiados, seu principal líder, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SDD-SP), concedeu apoio formal de seu partido, o Solidariedade, para a campanha de Aécio Neves (PSDB). O secretário geral da Força, João Carlos Gonçalves, tenta convencer os associados à central a votar em Dilma.

As dissidências atingem ainda a terceira maior central, a UGT. Em 2010, parte da cúpula da central declarou apoio a Serra, mas a grande maioria dos filiados embarcou na campanha de Dilma. Agora, enquanto o presidente da entidade, Ricardo Patah (PSD), defende a reeleição da presidente, outros dirigentes, ligados ao PPS, defendem Eduardo Campos (PSB).

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