Uso da internet cria polêmica

Marqueteiros não entram em consenso sobre qual será o efeito das redes sociais nas urnas

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Fernando Pimentel mantém seu eleitorado bem informado pela rede
Mariana Viel / Divulgacao
Fernando Pimentel mantém seu eleitorado bem informado pela rede

O real impacto que a internet terá nas eleições ainda divide a opinião dos estudiosos e marqueteiros de plantão. No entanto, a movimentação dos pré-candidatos ao governo do Estado e à Presidência da República mostra que eles concordam em pelo menos um ponto: as redes sociais serão uma das principais plataformas para divulgar suas viagens e propostas até outubro.  

Em Minas, por exemplo, a página do petista Fernando Pimentel no Facebook conta com 37 mil curtidas. O espaço é utilizado principalmente para convocar militantes a participarem das “Caravanas da Participação”, como batizou suas reuniões com lideranças políticas no interior. Apesar de utilizar a rede desde o fim de 2012, quando ainda era ministro do Desenvolvimento, Pimentel não interage diretamente com seus seguidores.

Comportamento diferente revela o perfil de seu possível adversário, o pré-candidato Pimenta da Veiga (PSDB). Com 45 mil seguidores na mesma plataforma, o tucano comenta o que tem feito em praticamente todas as publicações.

Afastado da política há mais de uma década e desconhecido sobretudo pelo eleitorado mais jovem, Pimenta usa o espaço para postar fotos com lideranças de peso. O tucano também dá destaque para as suas viagens ao interior do Estado.

Sem unanimidade no partido, os pré-candidatos do PSB ao governo de Minas, o ambientalista Apolo Heringer e o deputado federal Júlio Delgado, também já aderiram à pré-campanha digital. Eles mantém os eleitores informados, principalmente, compartilhando notícias do dia a dia.

Ao contrário dos demais, Apolo possui um perfil próprio – com quase 4.000 amigos – e não uma página. O ambientalista utiliza a ferramenta para se aproximar dos seguidores com comentários mais frequentes.

Delgado tem uma atuação mais tradicional no Facebook, com informações sobre sua atuação como deputado e pré-candidato.

Entrevistas de O TEMPO com Chico Santa Rita, que trabalha com campanhas há 38 anos, e com o professor Fábio Malini, que coordena o Laboratório de Estudos de Imagem e Cibercultura na Universidade Federal do Espírito Santo, mostram que a melhor forma de usar a internet como estratégia é uma das principais discussões dentro do marketing político.

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