Equipes de marketing já estão definidas pelos presidenciáveis

Os três pré-candidatos a presidente optaram por trabalhar na campanha com antigos conhecidos

iG Minas Gerais | Lucas Pavanelli |

Se as coligações partidárias, os arranjos políticos e até mesmo os nomes que vão ocupar as cadeiras de vice nas chapas encabeçadas pelos principais pré-candidatos à Presidência ainda estão em fase de negociação, os times que estão por trás das ações e dos discursos de Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) estão escalados.  

Antes mesmo do início oficial da campanha, os marqueteiros políticos já trabalham para consolidar as imagens do trio de postulantes aos olhos do eleitorado. E, como tarefa inicial, eles precisam cuidar dos discursos dos presidenciáveis, das propagandas que irão ao ar na televisão e no rádio e até mesmo da estética de cada um deles.

Do lado petista, pela terceira eleição seguida, quem irá coordenar a campanha é o baiano João Santana. Foi ele o responsável pela reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, logo após o estouro do escândalo do mensalão, e quem conseguiu com sucesso montar a estratégia eleitoral que vinculou a imagem de Lula à de Dilma e garantiu a continuidade no governo do PT. Ao todo, ele elegeu seis presidentes – cinco na América Latina e um em Angola.

Santana é tido como uma espécie de consultor de Dilma na elaboração dos pronunciamentos e faz parte da cúpula a quem ela recorre em momentos de crise. Em meados de junho do ano passado, por exemplo, o marqueteiro se reuniu com Dilma e o ex-presidente Lula para traçar estratégias de como lidar com as manifestações que começavam a se espalhar pelo país e evitar desgastes.

Solução caseira. Se o velho conhecido foi a aposta do PT, a situação não é diferente no ninho tucano. Depois de iniciar a pré-campanha com o marqueteiro Renato Pereira, que cuidou da imagem de Aécio Neves entre agosto e dezembro do ano passado, o PSDB escolheu um nome próximo do senador presidenciável para tocar a campanha, o mineiro Paulo Vasconcelos.

Pesou contra Pereira o que foi sintetizado pelos tucanos como “diferença de visões”. Marqueteiro do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), o consultor fluminense queria estreitar as imagens entre os dois políticos, o que foi rechaçado pelo PSDB. O motivo disso é o péssimo momento que vivia Cabral, fustigado pelas manifestações que abalaram sua aprovação à frente do Palácio das Laranjeiras.

A solução foi começar 2014 com um velho conhecido. Vasconcelos foi o responsável por todas as últimas vitórias dos tucanos em Minas. Coordenou as campanhas de Aécio Neves ao governo mineiro em 2002 e 2006 e ao Senado em 2010, bem como a que levou Antonio Anastasia ao Palácio Tiradentes no mesmo ano. O marqueteiro tem contrato até julho com os tucanos.

Solução FORASTEIRA. No caso do ex-governador Eduardo Campos, a saída foi promover um antigo conhecido, mesmo declarando que não teria um marqueteiro.

O argentino Diego Brandy, que atuou nas campanhas que levaram Campos ao governo de Pernambuco em 2006 e 2010, foi alçado à condição de coordenador da campanha do socialista na televisão.

Limites e prazos do calendário eleitoral

Campanha. A partir de 6 de julho é permitida a propaganda eleitoral na televisão e internet. Neste mesmo dia, os candidatos, partidos e coligações poderão realizar comícios e utilizar aparelhagem de som em carros.

Web. De acordo com o artigo 57 da legislação eleitoral, a maior restrição na internet é no que diz respeito a propaganda eleitoral paga, mas é livre a manifestação de pensamento. Quem desrespeitar a regra está sujeito a multa que varia entre R$ 5 mil e R$ 30 mil. Gratuita. A propaganda eleitoral gratuita, no rádio e na televisão, começa no dia 19 de agosto. É quando o trabalho dos marqueteiros ficará mais visível.

Casada. Os partidos e as coligações não podem incluir no horário destinado aos candidatos das eleições proporcionais propaganda das candidaturas majoritárias e vice-versa.

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