O líder nato

iG Minas Gerais | Victor Martins |

Piazza não era zagueiro, mas foi nessa posição que ele jogou a Copa do Mundo de 1970. Ao lado de Brito, ele formou a zaga titular da seleção que é considerada a melhor de todos os tempos. Nada muito difícil para quem sabe se posicionar como poucos dentro de campo.

Além de ter o posicionamento como um grande trunfo, Piazza também era um líder nato. Tanto que foi o capitão do Cruzeiro por mais de dez anos, algo raro dentro de um clube de futebol. Na seleção brasileira, ele também chegou a ser capitão, mas não na equipe vencedora em 1970. Piazza também foi convocado para a Copa do Mundo seguinte, realizada na Alemanha, e foi o capitão de Zagallo naquele Mundial. É verdade que ele jogou apenas na primeira fase, mas, nos jogos em que esteve em campo, usou a braçadeira.

O espírito de liderança surgiu ainda quando defendia o Renascença, time amador de Belo Horizonte. Foi lá, em 1963, que Piazza foi encontrado pelo Cruzeiro. Três anos depois, ele já era o capitão do time, apesar de ter apenas 23 anos. Pode-se dizer que o volante foi um jogador privilegiado. Além de fazer parte da maior seleção brasileira de todos os tempos, ele também estava no maior elenco do time celeste em sua história.

Piazza é um dos símbolos de um Cruzeiro que encantou o Estado e também o Brasil, além de ter ganhado vários Campeonatos Mineiros, um título nacional e outro continental. Nascido em Ribeirão das Neves, Piazza carrega outro trunfo como profissional, pois encerrou a carreira em 1978 como jogador que vestiu apenas duas camisas: a do Cruzeiro e a da seleção brasileira.

Luta por direitos. Apesar de ter se aposentado em 1978, até hoje Piazza está na luta pelos direitos dos jogadores profissionais. Ele é presidente da Agap-MG (Associação de Garantia ao Atleta Profissional)

Confiança. Antes da final contra a Itália, em 1970, Piazza estava muito confiante. “A Itália está muito bem, mas, se jogarmos assim como foi nas outras partidas, eles não vão conseguir nos tirar esse título”

Lista celeste. Atualmente, Piazza é o terceiro jogador que mais defendeu o Cruzeiro, com 566 partidas. No entanto, em breve, ele será ultrapassado pelo goleiro Fábio, que já tem mais de 560 jogos

De reserva a zagueiro

Piazza era volante e capitão da seleção brasileira comandada por João Saldanha, mas o treinador caiu meses antes da Copa de 1970. Assumiu Zagallo, que barrou o cruzeirense. Piazza estava treinando na equipe reserva quando faltou zagueiro para compor os treinos coletivos, já que Leônidas e Baldocchi estavam machucados. Prontamente, Piazza se ofereceu para jogar no setor. Depois de treinar muito bem como quarto zagueiro, o jogador foi abordado por Zagallo, que gostaria de contar com ele por ali. Esperto, Piazza aceitou e, assim, foi chamado para entrar na lista dos 22 convocados para o Mundial do México. Depois, com uma nova contusão, de Fontana, Piazza já estava bem nos treinos e assumiu de vez a titularidade do Brasil.

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