Reparos englobam demais corpos artísticos da FCS

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Revitalização da Serraria Souza Pinto será entregue dia 30 de julho
Paulo Lacerda
Revitalização da Serraria Souza Pinto será entregue dia 30 de julho

Em muitas ocasiões, o trabalho da Fundação Clóvis Salgado (FCS) é atrelado exclusivamente aos espetáculos que acontecem no Grande Teatro do Palácio das Artes. Porém, a atuação da instituição vai além. “Geralmente é um choque para as pessoas que vêm conhecer toda a estrutura e áreas de atuação da Fundação”, diz a presidente da FCS, Fernanda Machado.  

Essas áreas ainda desconhecidas por alguns e que também vêm ganhando melhorias em suas infraestruturas, incluem o tradicional espaço cultural Serraria Souza Pinto, o Centro de Formação Artística (Cefar), o Cine Humberto Mauro e as galerias e teatros que completam o Palácio das Artes.

Integrante do conjunto arquitetônico da praça Rui Barbosa (Praça da Estação), a Serraria Souza Pinto, que sedia diversos eventos culturais de Belo Horizonte e comporta até 4.000 pessoas, no último ano recebeu melhorias. “Atendendo a necessidades, estamos modernizando várias partes do prédio, como a própria fachada e os letreiros, que foram revitalizados por uma equipe técnica qualificada. Além disso, as janelas foram restauradas assim como acontecerá com o piso”, descreve Fernanda.

Mas a maior modificação, de acordo com Fernanda, revelada em primeira mão ao MAGAZINE, é que todo o prédio será completamente pintado. “Durante os procedimentos de conservação, achamos uma pequena parte descascada na parede e, por baixo, a cor original do prédio. Assim, conseguimos descobrir a cor original”, afirma. Todas as reformas no prédio, que também incluem troca de toda a parte elétrica, estão previstas para serem entregues no dia 30 de julho.

O Cefar, por sua vez, ganhou desde o início do ano um espaço complementar, conhecido como Casa Amara, próximo ao Circuito da Praça da Liberdade onde cerca de 70% dos alunos dos cursos técnicos de música fazem aula atualmente.

A FCS celebra outra vitória com relação ao centro. Graças a uma parceria com a Secretária de Estado de Educação (SEE), foram realizados estudos que viabilizaram a gratuidade dos cursos técnicos de teatro e dança. Dessa forma, 83 alunos, dos 400 que atualmente frequentam o centro, vão economizar R$ 2.095,06, valor integral do curso. “Apesar da vitória, continuamos trabalhando para estender essa gratuidade para todos os cursos”, diz.

Complexo cultural. Outros espaços que compõem o Palácio das Artes também receberam atenção nos últimos anos. O Cine Humberto Mauro, espaço que tem sediado constantes e bem-sucedidas mostras, está nessa lista. “Em 2013 o cinema recebeu um equipamento que faz transmissão em DCP (Digital Cinema Package, formado de transmissão digital), que é de última ponta”, afirma Fernanda.

Além do Grande Teatro, há também os teatros João Ceschiatti e a Sala Juvenal Dias. Ambos espaços, apesar de não estarem passando por nenhuma reforma, receberam melhorias recentemente. “Foram feitas algumas reformas desde 2011, trocamos as cortinas do palcos e melhoramos os equipamentos”, afirma a gerente de programação da FCS, Fabíola Mendonça.

O mesmo acontece com as quatro galerias de arte que estão no complexo. Elas são constantemente reestruturadas para receber novas exposições, as quais têm chamado cada vez mais atenção. “É um espaço democrático e vem provando isso. Em 2012, na exposição do Escher recebemos a visita de 203 mil pessoas. Isso é muito bom pois, além de provar o interesse do público, atesta algo em que sempre nos empenhamos para reforçar: o Palácio das Artes é de todo mundo”, diz Fernanda.

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