Levir não se intimida com bronca da Massa alvinegra

Treinador foi vaiado em Ipatinga por não atender cobrança da torcida, mas reafirmou ser imune à influência da arquibancada

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Levir quer colocar sua cara no time e explorar o máximo do potencial dos jogadores
BRUNO CANTINI/ATLÉTICO
Levir quer colocar sua cara no time e explorar o máximo do potencial dos jogadores

Uma das cenas que mais chamou a atenção no empate entre Atlético e Criciúma, neste domingo, não se deu dentro de campo, mas sim, nas arquibancadas do estádio Ipatingão. Durante quase todo o segundo tempo, a Massa exigiu a entrada de Guilherme, o que só veio a acontecer aos 41 min da etapa final. E, para o desagrado ainda maior da torcida, o avante ficou com a vaga de Diego Tardelli, que vinha bem no confronto. Muitas vaias destinadas ao técnico Levir Culpi se deram por conta disso. No entanto, o treinador não deu a mínima à bronca dos torcedores. “O técnico não pode ouvir o clamor do torcedor e mexer. Senão, tem que entregar o cargo. A gente da comissão trabalha e conversa ali o tempo todo. Às vezes, os torcedores não sabem o que está acontecendo. Eles queriam que a gente vencesse. Coisa normal. Mas é a gente (da comissão) quem tem que saber o que fazer”, declarou o técnico. Ficou evidente que Tardelli pediu para sair, por conta de dores musculares. Tanto é que ele deu um abraço no treinador, deixando claro que não há mais rusgas entre os dois. "Só não precisava do abraço", brincou o comandante. De qualquer forma, Levir espera uma melhora de rendimento do time na quarta-feira, contra o Fluminense, mesmo que admita que a equipe alvinegra ainda esteja em formação. “Algumas coisas que combinamos estão saindo, como no jogo anterior. Mas acho muito pouco ainda. Temos que dar continuidade ao padrão de jogo que não temos ainda”, disse.

Leia tudo sobre: atleticogalolevir culpitecnicotorcidamassa