Elmo Cordeiro

Funcionário público aposentado. Gandula em 1950

iG Minas Gerais |

Gandula na Copa de 1950, Elmo Cordeiro viu o Uruguai vencer
douglas magno
Gandula na Copa de 1950, Elmo Cordeiro viu o Uruguai vencer

O que chamou sua atenção durante a passagem do Uruguai em BH?  

Os treinamentos. Era uma coisa que eu nunca tinha visto antes. A preparação deles era muito puxada, atividades táticas e técnicas muito diferentes dos times brasileiros.

A goleada sobre a Bolívia foi o fator preponderante para que o senhor acreditasse na possibilidade do título uruguaio?

Aquele jogo foi impressionante. Eles já estavam vencendo por 6 a 0 e não aliviaram. O mesmo ritmo de jogo foi mantido. Muita velocidade, pressão, intensidade e comprometimento. Naquele jogo, eu já sabia que eles seriam os campeões.

O clima de “já ganhou” foi o que mais pesou na decisão?

Quando chegou a final, todo mundo já falava que o Brasil era o campeão do mundo. Acho que todos desrespeitaram os uruguaios pelos resultados no quadrangular final, ainda mais após o empate com a Espanha, adversário que a seleção marcou seis. Porém, o pessoal esqueceu que eles já tinham sido campeões do mundo, bicampeões olímpicos, e estavam muito mais bem preparados fisicamente e psicologicamente. Eles sabiam que seriam campeões.

Para você, o título uruguaio é supervalorizado até hoje? Ou as nossas feridas já foram cicatrizadas?

Eles fizeram uma grande Copa naquele ano, mas vivem sonhando com essa conquista até hoje. Enquanto isto, nós acordamos e já somos pentacampeões do mundo. Eles estão paralisados na história. Precisam virar a página e buscar novas conquistas.

Qual é a sua expectativa para a Copa deste ano? O Brasil pode conquistar o hexa?

Se visse o Felipão hoje, perguntaria o que a seleção brasileira irá apresentar de novo taticamente. Nosso futebol está ficando desacreditado. Apresentamos as mesmas coisas. Se não tivermos nenhuma novidade, corremos o risco de perder novamente em casa.

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