Assessora de Zeca Dirceu é presa ao dar golpe em banco

Funcionária do gabinete em Brasília usou alvará judicial falso para tentar sacar R$ 30 mil na Caixa

iG Minas Gerais |

Exonerada. Deputado informou, em nota, que funcionária era telefonista do gabinete há um ano
Diógenis Santos / Agência Câmara
Exonerada. Deputado informou, em nota, que funcionária era telefonista do gabinete há um ano

Brasília. A Polícia Federal do Paraná prendeu em flagrante uma assessora do deputado Zeca Dirceu (PT-PR) que sacou R$ 30 mil de uma agência da Caixa Econômica Federal, na cidade de Umuarama (PR), com um falso alvará judicial. Lucy Mary Silvestre Esteves apresentou um documento com assinatura falsa para tentar resgatar o valor de uma suposta ação judicial nessa sexta. A servidora é lotada na Câmara dos Deputados, mas trabalha no gabinete estadual de Zeca Dirceu.

A polícia não viu indícios do envolvimento do deputado no episódio, mas vai investigar se ele tem alguma ligação com a fraude. Em nota, Zeca Dirceu disse que exonerou a servidora depois do flagrante e não tem conhecimento do episódio. “Lucy Steves, que exercia a função de telefonista há um ano, já foi exonerada. Se a funcionária cometeu ilegalidades, fez fora do escritório e sem o conhecimento da equipe”, afirmou o deputado.

Segundo o delegado Rogério Lopes, que investiga o caso, Lucy Esteves procurou o gerente do banco para resgatar o dinheiro com um documento assinado por um juiz do município de Alto Piquiri (PR). O gerente suspeitou da assinatura e marcou o saque para o dia seguinte.

Com o papel em mãos, o funcionário da Caixa entrou em contato com o juiz Márcio Augusto Perroni, que confirmou a fraude ao não reconhecer sua assinatura. O juiz disse, segundo o delegado, que não há nenhuma ação judicial que autorize o pagamento dos R$ 30 mil à servidora.

Diante das informações, o gerente acionou a polícia para realizar o flagrante no momento do saque. Depois que a assessora de Zeca Dirceu deixou a Caixa, ela foi abordada e presa por policiais civis. Lucy Esteves foi flagrada com R$ 5.000 em espécie. O restante do dinheiro foi transferido para a conta-corrente de sua filha, Danielle Silvestre Esteves, e de Carlos Alberto Agostini, ainda não identificado pela Polícia Federal.

Segundo o delegado, a filha da servidora trabalha no Fórum de Alto Piquiri e é suspeita de ter forjado o documento para a mãe. As duas foram levadas à sede da Polícia Federal, em Guaíra (PR).

Segunda vez

Golpista. O delegado disse que foi a segunda vez que a servidora sacou dinheiro com falso alvará supostamente montado pela filha. Os dois casos serão investigados pela Polícia Federal.

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