Na fase do mal

Depois de acumular mocinhas no currículo, Juliana Silveira estreia como vilã em “Vitória”, novela da Record

iG Minas Gerais | luana borges |

Processo. Juliana Silveira afirma que teve que fazer aulas de motocross para interpretar a vilã Priscila em “Vitória”
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Processo. Juliana Silveira afirma que teve que fazer aulas de motocross para interpretar a vilã Priscila em “Vitória”

Tudo tem seu tempo. E Juliana Silveira é do tipo que sabe esperar. Depois de se acostumar a interpretar sempre as mocinhas de novela, a atriz finalmente ganhou a oportunidade de viver a primeira vilã de sua carreira, a Priscila de “Vitória”, próxima trama da Record com estreia marcada para 2 de junho. “Nunca tive essa ansiedade. Sabia que na hora certa uma vilã ia aparecer, quando eu estivesse madura artisticamente e como pessoa para fazer, até para não levar para casa, não ser influenciada. Porque é uma loucura fazer 20 cenas pesadas em um dia”, diz.

Na história, Priscila leva uma vida dupla. Além de ser dona de uma escola em Petrópolis (RJ), é uma neonazista que persegue nordestinos, gays e negros. A princípio, Juliana desconhece as motivações da personagem e faz questão de não se prender a qualquer justificativa para esse tipo de atitude. “Não tem como encontrar uma explicação para essa ideologia. Ela é uma vilã e ponto final, não existe uma redenção para Priscila”, frisa.

Para encarnar um papel com uma personalidade tão pesada, a atriz estudou sobre nazismo e neonazismo durante os workshops oferecidos pela emissora. Também assistiu a filmes relacionados ao tema. Entre eles, “Hannah Arendt”, de Margarethe von Trotta, “A Outra História Americana”, de Tony Kaye, e “Tolerância Zero”, de Henry Bean, entre outros. Mas este foi um processo doloroso. Principalmente quando via documentários que continham cenas reais da guerra – Juliana não conseguiu chegar nem na metade deles. “Então, resolvi me livrar disso. Se eu fosse começar pelo neonazismo, não começaria meu trabalho porque não tenho nada que me faça chegar até lá. Então, para minha atuação ter credibilidade, eu realmente não fui por aí, esqueci dessa informação”, pondera ela, que enxerga Priscila como uma psicopata e se preocupa em trabalhar uma cena de cada vez. “Cristianne Fridman pode fazer o que quiser com a minha personagem. Se eu ficar muito presa em uma única informação, não abro o leque de possibilidades para a autora”.

Cenas de ação serão constantes para Juliana. Inclusive, em cima de uma moto. Por isso, a atriz participou de três aulas de motocross para aprender algumas noções básicas. “A gente teve esse laboratório para fazer tudo direitinho no plano fechado e não ficar com aquela cara de nunca subi em uma moto na vida”, explica ela, que será substituída por um dublê na maior parte das sequências do tipo. A caracterização também foi peça fundamental em todo o processo de criação da personagem. Para ganhar um ar de mulher elegante e bem-nascida, a atriz alongou o cabelo e tingiu os fios de louro claro. Além disso, vai aparecer com sete tatuagens de símbolos nazistas, como a suástica, o oito e a chave de uma facção do exército especial de Adolf Hitler. “Ainda não sei o nome de todas, estou aprendendo agora. Tem tatuagens que passariam despercebidas por quem não é neonazista ou não estuda isso”, conta ela

Perfil Nome completo:

Juliana Bragança Saúda Silveira

Data de nascimento:

12 de março de 1980

Local de nascimento:

Santos (SP)

Signo: Peixes

Últimos papéis na TV:

Isabel Vilela de “Balacobaco” (2012), Carolina de “Chamas da Vida” (2008), Nina Lins de “Luz do Sol” (2007), Maria Flor de “Floribella” (2005), Julia Miranda de “Malhação” (2002), Rosalva de “O Quinto dos Infernos” (2002), Patrícia de “Laços de Família” (2000)

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