Preso traficante que esquartejou usuário de droga em Virginópolis

Vítima teria morrido por causa de uma dívida de R$ 400 com o traficante

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Roupas da vítima foram apreendidas na cabana que o suspeito se escondia
Divulgação / Polícia Civil
Roupas da vítima foram apreendidas na cabana que o suspeito se escondia

Após confessar ter matado, esquartejado e enterrado os pedaços do corpo de um usuário de drogas, o traficante Luan Antônio de Oliveira Silva foi encaminhado pela Polícia Civil, na sexta-feira (23), para a Cadeia de  Virginópolis, no Vale do Rio Doce. Vítima teria morrido por causa de uma dívida de R$ 400 com o traficante, de acordo com informações da policia. Ele foi detido por tráfico de drogas, já que no local foi apreendido porções de maconha e uma pedra de crack.

Luan foi detido após investigação da Polícia Civil, coordenada pela delegada Izabela Menegassi com o apoio do inspetor Wanderwilson Clayton. Silva foi encontrado na terça-feira (22), escondido dentro de uma cabana, em um matagal na zona rural da cidade. Ele estava na companhia de um primo menor de idade.

Ficou constado que o local, também, era utilizado para a venda de droga. "Ele tinha uma visão privilegiada da cidade o que facilitava a identificação da chegada da polícia. Dessa vez foi montada uma grande operação para conseguir prendê-lo", declarou o inspetor Clayton.

Em depoimento, ele declarou a polícia que vendia drogas, mas também afirmou que usava a cabana no matagal como esconderijo, já que ele havia matado um usuário de drogas. Ele contou que no 27 de abril ele havia convencido Fábio Magalhães Coelho, de 36 anos, a ir até o morro São Bento. O traficante teria prometido a vítima que daria uma pedra de crack pra ele.

Ele confessou, que no local, ele atingiu Fábio, por diversas vezes, com um pedaço de madeira. Em seguida, ele separou os braços e as penas do resto do corpo, com a ajuda de um facão. Os pedaços foram colocados em um lençol e transportados em um saco até o morro da Capelinha, onde foi enterrado.

Os pedaços do corpo foram encontrados e passaram pelo trabalho de perícia. O resultado do exame deve ficar pronto em até 30 dias. Na cabana em que Silva estava escondido, a polícia encontrou as roupas utilizadas pela vítima no dia do crime. As vestimentas já foram reconhecidas pela polícia. O suspeito cumpre prisão preventiva.

A cidade que conta com pouco mais de 10 mil habitantes ficou abalada com a frieza do suspeito, conforme a polícia. "Ele é uma pessoa dissimulada e fria. O tempo todo desde que aconteceu a prisão até a transferência para a cadeia da cidade ele permaneceu sorrindo", finalizou o inspetor.

 

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