Aéreas não são responsáveis

iG Minas Gerais |

Agentes de viagem explicam que o passageiro não tem muitas opções caso perca seu voo em função de manifestações. As companhias aéreas costumam ser rigídas em relação a atrasos e cobram multas para remarcar os bilhetes. “Infelizmente, a companhia não entende que a culpa não é dele, e o cliente acaba tendo que pagar por isso. Se for uma situação que envolva vários passageiros, a empresa talvez faça a realocação sem multas”, disse Graciema Freita, supervisora da Primus Turismo.

O mesmo espera o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem em Minas (Abav-MG), Antônio da Matta. “Pode até haver um bom senso por parte das companhias, que tentarão alocar os passageiros em outras empresas”.

A multa depende do valor de cada passagem. Em geral, a remarcação custa de US$ 100 a US$ 150 para voos internacionais e a partir de R$ 100 para os domésticos. O cliente ainda deve pagar a diferença entre o bilhete antigo e a nova passagem. A vice-diretora da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas (OAB-MG), Ana Carolina Caram, explica que a empresa aérea não precisa fornecer alimentação ou hospedagem nem se responsabilizar por possíveis conexões perdidas. No entanto, ainda é possível tentar uma indenização. Justiça.

“Ele deve tentar provar que realmente ficou preso na estrada devido a manifestações. Pode ser feita uma ocorrência e tirar fotos, por exemplo. Depois deve procurar a empresa e tentar o diálogo”, disse, ressaltando a demora de um processo judicial. (JHC/Camila Bastos)

Número

US$ 150 pode custar a multa para remarcar um voo internacional

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