Moda da barriga sarada cai no gosto das celebridades nos EUA

Tendência provoca corrida aos personal trainers e cirurgiões plásticos do país

iG Minas Gerais | Shivani Vora |

Atividades específicas na academia trabalham pesado o abdômen
Tina Fineberg / The New York Tim
Atividades específicas na academia trabalham pesado o abdômen

Nova York, EUA. A música “Seven Nation Army”, do White Stripes, pulsava numa manhã recente durante a aula de Ab Attack da academia Crunch, em Nova York, nos Estados Unidos. Jewlie Williams, uma estilista de 25 anos, estava na frente da sala lotada, vestindo top e calça legging, acompanhando o instrutor numa sequência ininterrupta de 30 minutos de flexões em pé com joelho alto, agachamentos e abdominais: apenas exercícios focados em desenvolver os músculos do abdômen.

Mesmo para os alheios à moda, a barriga sarada que caiu no gosto dos brasileiros há tempos, agora também está em alta nos EUA – de uma forma não vista, talvez, desde que uma jovem Britney Spears aparecia sem parar em um canal de música. Blusas curtas, que deixam a barriga de fora, estão em todos os desfiles de primavera, de Proenza Schouler e Dolce & Gabbana a linhas mais econômicas.

E são também um destaque nos atuais tapetes vermelhos, mais recentemente no baile de gala anual do Metropolitan Museum, em Nova York, – no qual, apesar do rígido código de vestimenta, Rihanna usou um ousado top frente única de Stella McCartney com saia longa, Anne Hathaway, um bustiê Calvin Klein vermelho com uma saia, e Emma Stone vestiu um conjunto similar da Thakoon, mas em dois tons de rosa. Todas elas tinham pelo menos 2,5 cm de barriga orgulhosamente expostos.

Mary Alice Stephenson, uma comentarista de moda, acha que hoje o visual evoca uma elegância refinada, em vez da sensualidade manifesta que costumava sinalizar (veja “Jeannie é um Gênio”). “A barriga é a nova zona erógena, mas não de uma maneira vulgar”, afirma. Você pode mostrar todo o seu abdômen com um top-sutiã, mas a maioria das roupas oferece apenas uma espiada. Mesmo assim, isso está deixando as mulheres frenéticas quanto a malhar seus músculos abdominais.

Jewlie, por exemplo, passa mais de duas horas por dia se exercitando em aulas do tipo, como a Ab Attack (aula com foco pesado na barriga), dança e corrida. Seu dia começa e termina com 100 abdominais, e ela reduziu drasticamente seu consumo de açúcar.

“Eu comprei seis blusas curtas, mas achei que precisava de uma barriga mais lisa para me sentir bem usando-as”, afirmou ela.

Josh Holland, o “embaixador de fitness” de outra academia de Nova York, diz que as mulheres solicitam constantemente aulas e sessões com personal trainers que malham apenas o abdômen.

Midori Repp, uma assistente social de 33 anos, malha diariamente, motivada em parte pelas três blusas curtas em seu armário. “Quando vi que elas seriam uma tendência, decidi que queria uma definição mais visível na barriga”, argumenta. “Uso as blusas o tempo todo, e graças a todo o trabalho que estou realizando, me sinto bem com o visual de meu abdômen”.

Desde o surgimento do biquíni, as mulheres vêm experimentando ansiedades sazonais sobre suas barrigas. E algumas acham que, em situações mais formais, uma exibição integral é vista com olhos menos indulgentes.

Sandra Ciconte, executiva de publicidade de 37 anos, não hesita em vestir um maiô de duas peças na piscina, mas ficou preocupada com a blusa curta Isabel Marant que comprou recentemente. “Eu nunca achei que precisava ter o abdômen perfeito num biquíni”, disse ela, “mas uma blusa exerce uma pressão diferente”. Sandra embarcou numa rotina de seis dias por semana que inclui duas sessões particulares, e 20 minutos por conta própria nos outros dias.

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