O curinga

iG Minas Gerais |

acir galvao
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Lima é mais um caso de jogador mineiro que jamais vestiu a camisa de um clube do Estado. A carreira de Antônio Lima dos Santos foi toda feita fora de Minas Gerais. Ele começou no Juventus-SP, mas foi no Santos que se destacou, clube que começou a defender em 1960. Com as cores do alvinegro praiano, Lima conquistou duas Copas Libertadores e dois Mundiais de Clubes, além de ter sido sete vezes campeão do Paulista.

Jogador importante na melhor equipe brasileira de todos os tempos, Lima não demoraria a ser convocado. Em 1962, ele não apareceu entre os escolhidos para a equipe canarinho comandada por Aymoré Moreira, que privilegiou boa parte do elenco campeão em 1958. Assim, Lima só foi chamado para a Copa do Mundo de 1966, comandada por Vicente Feola.

É fato que a seleção brasileira teve o seu pior desempenho, caindo na primeira fase. Apesar disso, Lima foi titular nas três partidas que a então bicampeã do Mundo disputou na Inglaterra. A péssima participação do Brasil em 1966 pesou para a sequência de Lima com a camisa amarela, já que o sucesso do jogador no clube foi bem maior do que na seleção.

Atualmente, Lima trabalha nas categorias de base do Santos. O volante, nascido em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, também jogou pelo Jalisco (México), pelo Fluminense, pelo Tamba Bay (Estados Unidos) e pela Portuguesa Santista.

Extracampo. Pelé foi casado pela primeira vez com Rose, que é irmã de Vera Lúcia, a esposa de Lima. Os laços fora de campo aumentaram a amizade entre os dois Santos. Com 696 partidas pelo clube da Baixada Santista, Lima é o quarto jogador que mais atuou pelo clube. Está atrás apenas de Pelé, Pepe e Zito

Titular. O técnico Vicente Feola mudou bastante o time nos três jogos da Copa de 1966. Lima e Jairzinho foram os únicos titulares em todas as partidas  

Em todas as posições Por conta da versatilidade e da facilidade de se adaptar às mais diversas funções em campo, Lima foi muito mais do que um simples volante. Bastava o time ter algum tipo de problema para que ele fosse solicitado para atuar na lateral, direita ou esquerda, para jogar como meia, enfim, praticamente em todas as posições. O próprio jogador brincava sobre a situação. Depois de encerrar a carreira, Lima dizia não ter atuado apenas como goleiro. E é verdade. Durante um amistoso do Santos contra o Panathinaikos, da Grécia, na década de 1960, Lima jogou em cinco posições diferentes. Começou como volante, passou pelas laterais, pela defesa e até mesmo foi armador. Devido à intensa mudança de posição, o jogador chegou a ser contestado em alguns momentos. Mas respondia: “Eu não pedi para ser curinga, é algo nato da pessoa. Fui convocado para a seleção em quatro ou cinco posições diferentes. Para mim, isso é maravilhoso”.

 

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