Star Bolt é estrela japonesa nos EUA

Modelo da Yamaha quer ser a porta de entrada das custom nos Estados Unidos

iG Minas Gerais | Raphael Panaro e Carlo Valente |

Apesar do estilo “old school”, a Bolt tem toques de modernidade, como luzes traseiras de LED e painel digital
Yamaha/divulgação
Apesar do estilo “old school”, a Bolt tem toques de modernidade, como luzes traseiras de LED e painel digital

Nos Estados Unidos, a Yamaha possui uma submarca chamada Star Motorcycles, que cuida dos segmentos de custom e cruiser. Mesmo sem o prestígio da icônica Harley-Davidson, a fabricante japonesa quer ir fundo na disputa pela preferência dos norte-americanos entre as custom de entrada. Com a Star Bolt, a Yamaha tem um alvo bem-definido: a Harley-Davidson Iron 883 Sportster.

A briga é tanta que a Star Bolt tem um “quê” de Harley. O desenho é “vintage”, com poucas partes cromadas – muito comuns em motos desse estilo – e propulsor todo à mostra. A Star Bolt tem dimensões enxutas. São 2,29 m de comprimento, 69 cm de altura do assento, 94 cm de largura, 1,12 m de altura e 1,57 m de entre-eixos. A altura em relação ao solo é de apenas 13 cm. É um modelo compacto e no “chão” – algo que ajuda a ter um centro de gravidade igualmente baixo. Ela pesa 245 kg, e o tanque de combustível comporta 12,2 l. Os freios são a disco, mas não há a opção de ABS.

Quem movimenta a Bolt é o motor de 942 cm³, presente na Midnight Star produzida atualmente no Brasil. Com dois cilindros em “V” e dispostos a 60°, o propulsor quatro tempos tem comando único no cabeçote, injeção eletrônica e refrigeração a ar. A Yamaha não divulga potência nem torque, mas não fica longe da Midnigth Star, que tem 53,6 cv a 6.000 rpm e torque de 7,83 kgfm a 3.000 giros. A transmissão é manual de cinco marchas. Pelo conjunto, a Yamaha cobra US$ 7.990 – o equivalente a R$ 17.650.

Impressões

A posição de condução da Star Bolt é muito confortável – especialmente para curtas e médias distâncias. Os pés ficam ligeiramente “jogados” à frente e o guidão fica um pouco acima, mas em uma altura “saudável”. Porém, o que chama mais atenção em um primeiro contato é o som estrondoso – clássico de motores V2. O propulsor, aliás, é bastante elástico, e há torque em todos os momentos.

O teste contemplou trechos urbanos e de rodovias, sendo a cidade o melhor hábitat para essa motocicleta. Isso porque a suspensão é bastante rígida – principalmente na traseira –, e o modelo não oferece nenhuma proteção contra o vento. Atrás também não há qualquer espaço de armazenamento para capacetes, por exemplo. Mas ela confere boa agilidade no trânsito e dá praticidade à equação. O painel de instrumentos digital traz informações básicas, como velocímetro e hodômetro. Um “ar” moderno para um charmoso visual retrô.

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