SP tem maior engarrafamento da sua história, com 344 km

Após caos por causa de greve e manifestação, ontem foi a chuva a causa da lentidão

iG Minas Gerais |

Luciana Gimenez postou frase infeliz: “Vai ter ônibus hoje?”
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Luciana Gimenez postou frase infeliz: “Vai ter ônibus hoje?”

SÃO PAULO. A cidade de São Paulo bateu recorde de trânsito ontem. Às 19h, havia 344 quilômetros de congestionamento nas vias monitoradas pela Companhia de Engenharia de Trânsito (CET), 35 km a mais que o registrado em novembro do ano passado, último recorde. Às 18h30, o recorde já havia sido batido, com 338 km de lentidão.

No dia 14 de novembro, véspera do feriado da Proclamação da República, a capital chegou a 309 quilômetros de lentidão.

O índice de ontem representa 39,6% das vias na cidade congestionadas, muito acima da média do horário de 20% (ou 175 km). Segundo a CET, o motivo do recorde é a chuva, que faz os veículos diminuírem a velocidade, e o excesso de veículos. Mas o trânsito também é reflexo da greve dos motoristas e cobradores da Grande São Paulo e da manifestação que reunia 5 mil professores no Viaduto do Chá, no centro, no mesmo horário.

Na terça-feira, 20, a cidade já havia batido o recorde do ano, com 261 km – consequência da greve de motoristas e cobradores de ônibus, que paralisaram as atividades e bloquearam 16 dos 28 terminais urbanos municipais da capital.

No fim da tarde e começo da noite, havia chuva leve em regiões da capital paulista. Não existiam pontos de alagamentos e o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) manteve a cidade em estado de observação.

Um dos principais problemas para o motorista, segundo a CET, foi o surgimento de um buraco bloqueou a alça de acesso da Ponte Eusébio Matoso à Marginal Pinheiros, no sentido Interlagos. Além disso, um protesto realizado por cerca de mil professores e funcionários da rede municipal de ensino bloqueou totalmente o Viaduto do Chá, no Centro, por volta das 16h. Os manifestantes começaram a deixar o local por volta das 17h15, de acordo com a CET.

Greve. O secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou ontem que a Polícia Civil usará imagens feitas pela imprensa para identificar os líderes dos motoristas e cobradores de ônibus que paralisaram a cidade nos últimos dias. De acordo com Grella, a intenção é avaliar os danos que alguns grupos causaram nos ônibus, como depredação, e os prejuízos ao serviço de transporte público. “Vários dirigentes sindicais estão sendo notificados a comparecer para serem ouvidos”, disse Grella. Ainda de acordo com ele, por enquanto está descartada a possibilidade de participação do crime organizado nas paralisações. No entanto, de acordo com o secretário, essa hipótese é forte nos casos de ônibus incendiados.

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