Fhemig realiza reunião para que governo mude pontos no Plano da Copa

Falhas no Plano de Atendimento a Desastres e Catástrofes foram detectadas por funcionários da Fhemig

iG Minas Gerais | Lohanna Lima |

Cerca de 100 funcionários estiveram presentes em assembleia no João XXIII
Assessoria de Imprensa/ ASTHEMG
Cerca de 100 funcionários estiveram presentes em assembleia no João XXIII

Cerca de 100 funcionários da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais participaram nesta sexta-feira de uma assembleia no Hospital João XXIII, com o objetivo de expor falhas detectadas no Plano de Atendimento a Desastres e Catástrofes – PAD, elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para atendimento durante a Copa. Ficou decidido que os funcionários continuarão a realizar ações para pressionar o governo estadual para que as mudanças no plano sejam realizadas. A próxima será nesta segunda-feira, às 9h, na porta do Hospital Risoleta Neves.  Os trabalhadores prometem fechar parte da Linha Verde em forma de protesto.

Durante a reunião, os funcionários do Hospital João XXIII alegaram que a estrutura oferecida não dá condições para que o plano seja colocado em ação, caso seja acionado. Segundo eles, não há previsão de aumento no número de funcionários, que já se encontra defasado para o atendimento comum. “Em alguns setores, onde devia ter seis pessoas trabalhando, temos quatro. Os locais escolhidos para funcionar como enfermaria - corredores e salas, também não possuem funcionários específicos. Ou seja: caso haja algum acidente com múltiplas vítimas, não tem quem os atenda”, explica Carlos Augusto Martins, diretor da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais – ASTHEMG.

Por ser referência no atendimento de traumas, o João XXIII já passou por situações nas quais precisou lidar  com múltiplas vítimas, como no caso do incêndio no Canecão Mineiro em 2.001 e no acidente envolvendo um ônibus de linha que caiu no Rio Arrudas em 1.999. “O João já passou por várias situações. Há cinco anos, o hospital tinha um corpo de funcionários com experiência para lidar com catástrofes. O quadro hoje não pode ser comparado, já que 70% dos funcionários são recém-formados, entraram há pouco tempo no hospital, e nunca passaram por esse tipo de experiência”, enfatiza o diretor da ASTHEMG.

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