O sucessor

iG Minas Gerais | Diego Costa |

NATACHA PISARENKO/AP - 30.6.2013
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Em 2010, a lateral esquerda do Brasil foi um dos grandes problemas para o então técnico Dunga. Sem o veterano Roberto Carlos, Michel Bastos começou a Copa como titular. Não agradou. Daniel Alves teve de ser improvisado no setor. Neste ano, a camisa seis já tem dono. E ela pertencerá ao galático Marcelo.

Nascido na capital carioca, Marcelo Vieira da Silva Júnior, de 26 anos, já tem muita história para contar no futebol. Ele foi revelado pelo Fluminense. No segundo ano como profissional, em 2006, já era o titular do time e acabou sendo eleito o melhor lateral-esquerdo do Brasileirão. O sucesso foi tão grande que o Real Madrid viu no jovem jogador, de 18 anos, as características para substituir o lendário Roberto Carlos, em 2007.

As duas primeiras temporadas foram muito boas. Ele se firmou entre os titulares de um time que contava com estrelas como Ronaldo, Sergio Ramos, Fabio Cannavaro, Van Nistelrooy, entre outros galáticos. Em 2009, chegou a frequentar o banco de reservas para o argentino Heinze, o que acabou lhe custando a perda da vaga na Copa do Mundo. Dunga preferiu não apostar em Marcelo. E foi com bom futebol que ele deixou a rejeição em 2010 de lado. Voltou à titularidade no Real Madrid.

Com o badalado técnico José Mourinho, Marcelo se viu preterido pelo pupilo do comandante, o também português Fábio Coentrão. Sob a batuta do italiano Carlos Ancelloti, ele foi escalado como titular na maior parte dos jogos desta temporada. Na seleção, Marcelo está garantido na equipe principal de Felipão.

Sangue amarelo nas veias Desde os tempos de categoria de base, Marcelo já despontava como um jogador selecionável. Atuou pelas seleções sub-17, sub-20 e sub-23. O promissor lateral-esquerdo defendeu o Brasil também nas duas últimas edições dos Jogos Olímpicos. Em 2008, em Pequim, marcou um gol na competição. O time de Dunga ficou com a medalha de bronze. Nas Olimpíadas de Londres, em 2012, mais uma vez o carioca esteve em campo. Foi titular com o técnico Mano Menezes. Naquele ano, o Brasil faturou a prata, após perder para o México, na decisão, por 2 a 1. Com o próprio Mano, ele chegou a ser questionado por suposta falta de comprometimento com a seleção. Marcelo teria inventado uma lesão para ser dispensado das convocações. O episódio ficou para trás, e o carioca seguiu trilhando seu caminho com a camisa canarinho.

Lance inesquecível. Logo na estreia dele pela seleção brasileira principal, em um amistoso contra o País de Gales, em 2006, Marcelo fez um belo gol, de fora área. Com apenas 18 anos, foi abraçado por estrelas como Kaká e Ronaldinho Gaúcho. O Brasil venceu por 2 a 0.

Ponto forte. Consegue ser eficiente tanto no ataque como em jogadas defensivas, um genuíno lateral.

Ponto fraco. A estatura, 1,74 m, pode ser um problema em bolas aéreas dos adversários

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