O maior de todos

iG Minas Gerais | Victor Martins |

Nenhum outro mineiro, não importa em que área, é tão famoso quanto Edson Arantes do Nascimento. Na verdade, nenhum outro jogador alcançou o trono que Pelé ocupa. Para alguns, ele pode até não ser o melhor de todos os tempos, mas é sempre ele a referência para comparação. Desafiantes são vários: Di Stéfano, Maradona, Garrincha, Puskas e, agora, Messi. Não importa quais sejam o jogador, a época, a nacionalidade. A pergunta é sempre a mesma: alguém jogou mais do que Pelé?

Nascido em Três Corações, em outubro de 1940, Pelé morou por apenas três anos na região Sul de Minas. Por conta do trabalho do pai, o Seu Dondinho, toda a família se mudou para Bauru, no interior de São Paulo. De lá, aos 15 anos, ele foi parar no Santos. A partir de então, não existiu barreira que não fosse superada pelo camisa 10 do Santos e também da seleção brasileira.

Mesmo com apenas 17 anos, Pelé foi titular e decisivo para o Brasil na Copa do Mundo de 1958. Na final, no triunfo por 5 a 2 sobre a Suécia, o jovem camisa 10 marcou dois gols. “Após o quinto gol, eu queria era aplaudi-lo”, disse Sigge Parling, zagueiro sueco que marcou Pelé na decisão.

O Mundial na Suécia foi apenas o começo de uma trajetória impressionante em Copas do Mundo. Ao todo, Pelé disputou a competição quatro vezes, entre 1958 e 1970. O aproveitamento é impressionante, pois são três títulos. Gols em final, marcou três, dois na primeira participação e um diante da Itália, na final de 1970.

Aliás, esse gol no estádio Azteca foi o último dos 12 que ele marcou em Mundiais. O jogo estava 0 a 0 quando Pelé, aos 18 minutos do primeiro tempo, abriu o marcador da decisão. O último ato do Rei em Mundiais foi o passe genial para Carlos Alberto Torres marcar o quarto e último gol diante dos italianos, encerrando, assim, a história mais bem-sucedida de um jogador nos torneios da Fifa.

Inspiração. Seu Dondinho sempre foi a inspiração de Pelé. O pai foi jogador profissional, inclusive com passagem pelo Atlético. Fez apenas um jogo pelo clube mineiro, em 1940, e se machucou

Promessa. Ainda criança, Pelé viu seu pai chorando pela derrota do Brasil para o Uruguai, na final de 1950. Foi então que ele prometeu a Seu Dondinho que venceria uma Copa do Mundo

Mística. Pelé foi o camisa 10 na Copa do Mundo de 1958 “na sorte”. Mas, a partir de então, o número passou a ser referência dentro do futebol, sendo usado pelo craque do time

Despedida precoce “Eu não imaginava que seria convocado”, disse o jovem Pelé para a revista “Manchete Esportiva”, em abril de 1958. O então técnico do Brasil, Vicente Feola, acertou em cheio. Pelé não começou como titular, mas ganhou a condição a partir da terceira partida, diante da União Soviética, assim como aconteceu com Garrincha. Apesar de ainda estar com boa condição física, o Rei preferiu se aposentar da seleção brasileira em 1971. Para muitos, ele tinha lugar na equipe semifinalista em 1974. No entanto, anos depois, em 1986, ele se colocou à disposição para jogar outra Copa do Mundo. Apesar de ser um senhor com 45 anos, perto de completar 46, Pelé se ofereceu para ajudar o Brasil. A ideia surgiu durante uma entrevista, mas foi prontamente rejeitada por Telê.

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