Envolvidos se eximem de culpa

iG Minas Gerais | Johnatan Castro |

Enquanto a Prefeitura de Pará de Minas afirma que a Copasa é a responsável pela falta de água na cidade, a empresa de saneamento rechaça a crítica e diz que, se não fossem seus investimentos, a situação seria muito pior. A estatal diz que gastou, desde o ano passado, R$ 8 milhões em ações para amenizar a estiagem.  

Segundo o chefe do departamento operacional da região metropolitana da Copasa, João Nascimento, a falta de chuva reduziu pela metade a vazão dos córregos Paciência e Dos Paiva. Como medida emergencial, foram abertos 37 poços artesianos, mas em apenas 13 deles havia água.

“O que está sendo dito é uma inverdade, porque hoje nós temos mais de 90% do município abastecido. Estamos fazendo mais que o possível para abastecer a cidade com precariedade”, disse.

Nascimento destacou que a empresa está disposta a fazer os investimentos necessários e que um projeto para a construção de uma adutora para trazer água do rio Paraopeba já está pronto. A proposta enviada ontem pela prefeitura será analisada, e, segundo o diretor, os pontos que não forem aceitos serão levados para a prefeitura.

Contas. Nascimento afirmou que só cerca de 500 de 30 mil consumidores tiveram aumentos significativos em suas contas de água.

Ele disse que o efeito do ar na tubulação, apontado como causa por moradores, é irrelevante e que os moradores podem procurar a empresa para pedir a revisão do preço. 

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