Brasil vai continuar precisando de térmicas

iG Minas Gerais |

Nova matriz energética vai depender também das térmicas
Washington Alves
Nova matriz energética vai depender também das térmicas

SÃO PAULO. A oferta de energia eólica deve superar os 473 megawatts em 2018, enquanto o crescimento da oferta da hidráulica deve chegar a 22,3 mil megawatts no mesmo período. Ainda assim, a nova matriz energética, que se configura em torno de fontes renováveis, vai precisar das térmicas convencionais para atender a demanda, equilibrar custos e dar segurança ao sistema. A avaliação é do direto -geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermann Chipp.

“Vai ser uma maravilha mas, para garantir atendimento, tem que ter térmica. Essa matriz tem de ser modificada”, defendeu Chipp, ao participar de um evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo ele, a oferta de energia deve aumentar em 20 mil MW em 2018 somente com expansão hidrelétrica – o que significa um crescimento de 22,3% entre 2013 e 2018. “Mas você não pode contar só com isso. Então, vai ter precisar de térmica”, avaliou ele. O diretor do ONS informou ainda que o índice de armazenamento energético deve chegar ao fim do ano a uma taxa de 30%. “Isso é 10% abaixo da média”, reiterou.

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