“Preconceito não se muda por decreto, nem por lei”

Roberto Chateaubriand Psicólogo Advogado

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

Você acredita que esse projeto ajudaria a reduzir o preconceito?  

O preconceito não se muda por decreto, nem por lei, embora seja sempre positivo que marcos legais diversos deem essa proteção.

Qual a sua avaliação desse tipo de lei então?

Não estou desprezando a iniciativa de maneira alguma, considero uma força a mais na luta contra a Aids no Brasil. Porém, não se deve apostar nesse tipo de mecanismo como algo que vai trazer um impacto na forma como a sociedade lida com o problema. A lei não inova porque já temos outros instrumentos para a questão do resguardo ao sigilo, seja na justiça ou na saúde, mas sempre pode unir esforços para garantir os direitos.

Porque o preconceito permanece?

Nos últimos 30 anos de epidemia, o que está por trás do preconceito é a intolerância frente ao que é diferente, frente à pouca permissibilidade da sociedade com relação as sexualidades não hegemônicas, ao que contraria a norma heterossexual. Isso tudo faz com que haja formação de resistência frente ao sujeito que vive com HIV, que é identificado como aquele que rompeu com o “padrão social aceito”. 

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