As muitas possibilidades

iG Minas Gerais |

O crescimento das intenções de voto dos candidatos de oposição nas pesquisas eleitorais é mais do que suficiente para alimentar uma série de análises e especulações que não tem fim. Algumas delas parecem inacreditáveis, mas como em política nada é impossível, é bom o eleitorado ficar atento a todas as possibilidades. Sem dúvida, o senador Aécio Neves, presidenciável do PSDB, e o ex-governador Eduardo Campos, nome para a disputa presidencial do PSB, começam a abalar aquela certeza do PT de que a eleição estava fácil. A presidente Dilma Rousseff, de acordo com as pesquisas, vai entrar no período de campanha com suas intenções de voto estagnadas. Ela cresce um pouco aqui, cai um pouco ali, mas fica entre os 37% e os 43%, uma faixa que, dependendo do sucesso ou fracasso dos adversários, a obrigaria disputar um segundo turno. Aliás, o segundo turno tem sido uma regra na eleição presidencial brasileira. Há exceção, mas somente para confirmar a regra mesmo. Já Aécio e Campos começam a colher os primeiros resultados de suas estratégias. Ele se uniram para centrar forças no desgaste da imagem da presidente petista. Assim, as críticas são fortes e constantes. Unindo forças e ainda contando com uma ajudazinha dos partidos menores, os dois rivais de Dilma devem conseguir votos suficientes para evitar a vitória do PT ainda no primeiro turno. Neste momento, Aécio e Campos adotam uma estratégia eficaz – se unem para tentar derrotar a adversária teoricamente mais forte. Mas se essa tendência se confirmar, depois que a campanha estiver a pleno vapor, alguma coisa terá que mudar. É bem possível, que as pesquisas futuras comecem a mostrar uma aproximação das intenções de voto de Aécio e de Campos. Pode-se chegar à condição de um ter que eliminar o outro para garantir a vaga no segundo turno. Por isso, faz sentido o ex-governador pernambucano já começar a desmentir a existência de um pacto com outro partido. É claro que não está descartada uma queda constante de Dilma, o que permitiria que Aécio e Campos estivessem no segundo turno, deixando Dilma para trás. Mas, neste momento, essa não é a realidade. Em outras palavras, o mineiro e o pernambucano devem deixar de ser amigos em algum momento da campanha. Esse seria um tempo importante para Dilma, que poderá aproveitar a trégua para se recuperar. Mas ainda tem uma outra questão. Caso Aécio alcance mesmo o segundo turno, e supondo que ele tenha passado por um período de embate com Campos, a quem o pernambucano apoiaria na segunda fase da eleição? A resposta mais imediata diante do atual quadro seria Aécio. Mas é bom lembrar que Campos já foi aliado do PT e de Lula, e que o segundo turno é outra eleição. Dá para pensar...

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